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Governo critica medida dos EUA sobre PCC e CV e acusa clã Bolsonaro de incentivar interferência

Em nota, o Executivo sugere que Flávio Bolsonaro e sua família são ‘falsos patriotas’ e têm envolvimento com o crime organizado

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro criticou a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como "Organizações Terroristas Estrangeiras".
  • O Executivo acusou a família Bolsonaro de incentivar a interferência estrangeira e de serem "falsos patriotas", com possível envolvimento no crime organizado.
  • Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump e pediu a classificação das facções criminosas como terroristas, contrariando os interesses do governo Lula.
  • O governo brasileiro defende que o combate ao crime organizado deve ser uma ação conjunta e critica medidas unilaterais que podem afetar a soberania e a economia do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo Lula afirma que o Brasil 'não aceitará' medidas estrangeiras arbitrárias Ricardo Stuckert / PR

Após os Estados Unidos anunciarem que vão classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como “Organizações Terroristas Estrangeiras”, o governo brasileiro criticou a decisão e acusou a família do ex-presidente Bolsonaro de incentivar a interferência. Em nota, o Executivo sugere que o senador Flávio Bolsonaro e sua família são “falsos patriotas” e possuem envolvimento com o crime organizado.

“A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores (...). Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, diz o comunicado.


“É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, acrescenta.

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Na última terça-feira (26), Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, reuniu-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca, sede do governo dos EUA. Aliados do parlamentar apontaram que a viagem, ocorrida menos de um mês após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, estava focada em uma série de agendas políticas e reuniões de “alto nível”.


Após o encontro com o líder americano, o senador comentou que pediu a Trump que classificasse as facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

O governo Lula vinha tentando evitar a medida. O Executivo teme risco à soberania e consequências econômicas, de segurança e diplomáticas. Caso os norte-americanos avancem com a decisão, o enquadramento da situação mudaria a forma como as autoridades dos EUA podem agir contra essas facções.


Ação conjunta

Além das críticas à decisão e à família Bolsonaro, o Executivo ressaltou que o combate às organizações criminosas “continuará sendo prioridade do Estado brasileiro”. Segundo o governo, o enfrentamento desses grupos exige uma ação conjunta. No entanto, a classificação pode dificultar o combate interno devido à atribuição das investigações à CIA (a agência de inteligência norte-americana).

“O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou, em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil”, pontua.


O texto informa, ainda, que o Brasil não aceitará “o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia”. A medida, chamada de “retrocesso”, traria riscos à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país, ressalta a nota.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”, conclui o texto.

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