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Ministros se reúnem para definir resposta após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Casa Civil, Itamaraty e Fazenda vão discutir alcance econômico e jurídico da medida americana

Brasília|Lívia Veiga, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros se reúnem no Palácio do Planalto para definir resposta à classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA.
  • Participam da reunião a ministra da Casa Civil, o ministro das Relações Exteriores e o ministro da Fazenda, sem a presença do presidente Lula.
  • Preocupação do governo é com os impactos econômicos e possíveis sanções internacionais decorrentes da medida americana.
  • Governo brasileiro ainda não divulgou posição oficial, mas Celso Amorim destacou que a decisão dos EUA não deve permitir interferência externa no Brasil.

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Brasília – DF – 12/05/2026 – Reunião da Comissão Especial da Câmara sobre o Fim da Escala 6x1 para debater os impactos econômicos da redução da escala de trabalho, sem redução de salário. Participou ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto Lula Marques/Agência Brasil
Dario Durigan vai participar do encontro no Planalto Lula Marques/Agência Brasil - 12.5.2026

Ministros do governo realizam nesta sexta-feira (29) uma reunião no Palácio do Planalto para definir a resposta oficial do Brasil à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas internacionais.

Participam do encontro a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estará no encontro porque cumpre agenda em Sergipe.


A principal preocupação do Palácio do Planalto é entender os impactos concretos da medida americana sobre a economia brasileira, o sistema financeiro e possíveis sanções internacionais.

Segundo apurou o blog da Farfan, a avaliação interna busca entender “o que representa, o que representou em outros casos e qual o alcance na economia real” da classificação feita pela Casa Branca.


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Nos bastidores, o governo tenta evitar uma escalada diplomática imediata com Washington. Fontes da área internacional afirmam que os canais entre Brasil e Estados Unidos seguem abertos, mas ainda não há previsão de contato direto com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para discutir formalmente a decisão.

Até o momento, o governo brasileiro não divulgou posicionamento oficial sobre o tema. O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, se manifestou publicamente e criticou a medida.


Em nota, Amorim afirmou que a decisão dos Estados Unidos não pode abrir margem para qualquer tipo de interferência externa no Brasil.

“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, declarou.


O anúncio do governo americano foi feito nesta quinta-feira (28) e prevê o enquadramento do PCC e do CV em listas de terrorismo mantidas pelo Departamento de Estado e pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

A medida provocou preocupação entre especialistas. Há temor de impactos sobre bancos brasileiros, empresas e ativos eventualmente associados, ainda que indiretamente, a investigações envolvendo as facções criminosas.

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