Ministros se reúnem para definir resposta após EUA classificarem PCC e CV como terroristas
Casa Civil, Itamaraty e Fazenda vão discutir alcance econômico e jurídico da medida americana
Brasília|Lívia Veiga, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Ministros do governo realizam nesta sexta-feira (29) uma reunião no Palácio do Planalto para definir a resposta oficial do Brasil à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas internacionais.
Participam do encontro a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estará no encontro porque cumpre agenda em Sergipe.
A principal preocupação do Palácio do Planalto é entender os impactos concretos da medida americana sobre a economia brasileira, o sistema financeiro e possíveis sanções internacionais.
Segundo apurou o blog da Farfan, a avaliação interna busca entender “o que representa, o que representou em outros casos e qual o alcance na economia real” da classificação feita pela Casa Branca.
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Nos bastidores, o governo tenta evitar uma escalada diplomática imediata com Washington. Fontes da área internacional afirmam que os canais entre Brasil e Estados Unidos seguem abertos, mas ainda não há previsão de contato direto com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para discutir formalmente a decisão.
Até o momento, o governo brasileiro não divulgou posicionamento oficial sobre o tema. O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, se manifestou publicamente e criticou a medida.
Em nota, Amorim afirmou que a decisão dos Estados Unidos não pode abrir margem para qualquer tipo de interferência externa no Brasil.
“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, declarou.
O anúncio do governo americano foi feito nesta quinta-feira (28) e prevê o enquadramento do PCC e do CV em listas de terrorismo mantidas pelo Departamento de Estado e pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
A medida provocou preocupação entre especialistas. Há temor de impactos sobre bancos brasileiros, empresas e ativos eventualmente associados, ainda que indiretamente, a investigações envolvendo as facções criminosas.
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