Alckmin critica medida dos EUA contra PCC e CV e ataca ‘clã Bolsonaro’: ‘Pensam mais em si’
Vice-presidente declarou que decisão do país norte-americana de enquadrar facções como organizações terroristas não será eficaz
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de designar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras.
Para Alckmin, a conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos EUA, Donald Trump, teria sido uma tentativa do pré-candidato de “desviar a atenção” do envolvimento do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, pivô no escândalo do Master.
“Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Então, para sair desse tema Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides, fatos novos para desviar a atenção do caso, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação”, afirmou Alckmin, durante agenda oficial, em Caraguatatuba (SP).
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Ainda segundo o vice-presidente, a medida possivelmente adotada pelos Estados Unidos não será eficaz para combater o crime organizado no Brasil e será capaz, inclusive, de prejudicar o desenvolvimento do país: “Pode ter consequências no sistema financeiro e na economia”.
Decisão do governo Trump
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nessa quinta (28) que o país norte-americano vai designar o PCC e o CV como “organizações terroristas estrangeiras” a partir da próxima sexta-feira (5).
“O governo Trump continuará a usar toda ferramenta disponível para proteger os interesses de nossa segurança nacional, além de impedir que lucro e recursos cheguem a narcoterroristas”, escreveu Rubio em uma publicação nas mídias sociais.
A decisão, que estava sob análise dos EUA, ocorreu dois dias após uma reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Depois do encontro, o blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que a classificação das facções brasileiras como terroristas foi um dos pontos da pauta discutida entre os dois políticos.
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