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‘Governo declara guerra ao Congresso’ ao judicializar IOF, diz líder da oposição na Câmara

AGU acionou o STF nesta terça contra a decisão legislativa em derrubar o aumento do IOF

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Deputado Zucco recriminou a judicialização do IOF pelo governo federal Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 25.06.2025

O líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), disse que a decisão da AGU (Advocacia-Geral da União) em acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra a a derrubada do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) pelo Congresso é uma “afronta inaceitável ao Poder Legislativo e um grave atentado à democracia”. “Ao fazer isso, o governo declara guerra ao Congresso Nacional”, ressaltou.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou nesta terça-feira (1º) que a decisão de recorrer ao STF foi comunicada, de antemão, aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Acrescentou que o presidente Lula tem “relação profícua” com ambos e que defende uma “relação respeitosa e harmônica entre os poderes.

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Zucco afirma que medida seria uma “tentativa autoritária” do governo de judicializar um tema político. “Tentando impor pela força do Judiciário aquilo que perdeu no voto, de forma ampla e transparente, dentro da Casa do Povo”, disse.

O líder pontuou que o projeto aprovado pelo Congresso é “absolutamente constitucional”, e que o governo teria usado o IOF “de forma abusiva, com o único objetivo de aumentar a arrecadação para cobrir o rombo fiscal que ele mesmo causou, sem qualquer medida real de controle de gastos. Isso é ilegal e inaceitável”.

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O deputado reiterou, ainda, que a democracia exige respeito entre os Poderes, e que “a resposta será firme”. “O Congresso saberá reagir à altura”, completou.

Decisão do governo

Segundo Messias, a decisão do Executivo para tentar reverter derrubada do Congresso foi precedida de um “amplo estudo técnico e jurídico”, com a participação do Ministério da Fazenda. A AGU sustentou que o aumento do IOF respeitou os limites constitucionais e legais, observando o teto de 1,5% ao dia permitido pela legislação tributária.

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“Eu gostaria de lembrar aqui que essa decisão do presidente da República foi precedida de um amplo estudo técnico e jurídico solicitado a mim na semana passada”, afirmou Messias.

Segundo o advogado-geral da União, foram solicitados dados pelo Ministério da Fazenda para amparar a decisão. “A medida adotada pelo Congresso Nacional acabou por violar o princípio da separação de poderes. Qual a medida que adotamos? A AGU apresentou uma ação declaratória de constitucionalidade para que o STF possa apreciar a correção, a adequação, do ato do chefe do poder Executivo”, disse.

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Na petição apresentada ao Supremo, o governo argumenta, ainda, que a derrubada dos decretos que aumentavam as alíquotas do imposto coloca em risco o equilíbrio das contas públicas, ao comprometer projeções de arrecadação para 2025 e os anos seguintes. “A reversão das medidas provocará riscos fiscais graves ao Estado brasileiro”, alertou a AGU.

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