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Governo define setores prioritários para acesso a R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano

Medida mira empresas afetadas por tarifaço dos EUA e tensões no Oriente Médio; crédito terá condições diferenciadas via BNDES

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo anunciou setores prioritários para acesso a R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano.
  • Indústrias impactadas pelo tarifaço dos EUA e a guerra no Oriente Médio terão prioridade.
  • Serão oferecidas linhas de crédito com condições diferenciadas via BNDES para empresas afetadas.
  • As empresas precisam comprovar um impacto mínimo de 5% no faturamento para acessar os recursos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para ter acesso aos recursos, empresas terão que comprovar impacto mínimo de 5% no faturamento Marcelo Camargo/Agência Brasil- 01.04.2026

O governo federal definiu, nesta quinta-feira (16), os setores que poderão acessar os R$ 15 bilhões adicionais do Plano Brasil Soberano. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e mira principalmente indústrias e empresas exportadoras afetadas pelo “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos e pelos impactos da guerra no Oriente Médio.

Os critérios de seleção foram formalizados em portaria conjunta publicada pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e pelo Ministério da Fazenda.


Segundo Alckmin, a prioridade será dada aos setores diretamente atingidos pelas novas tarifas, além de segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira. “Os setores prioritários são os que foram afetados pelo tarifaço, além de áreas estratégicas, principalmente aquelas com déficit na balança comercial e com exportações para países do Golfo Pérsico”, afirmou.

Entre os mais impactados, ele destacou os setores de aço, alumínio e cobre, com tarifa de importação de 50%, além da indústria de veículos e autopeças, com alíquota de 25%, e parte do setor moveleiro.


Também entram na lista setores com déficit na balança comercial, como têxtil, químico, farmacêutico, automotivo e tecnologia da informação, incluindo equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, máquinas elétricas, equipamentos de transporte, além de borracha, plástico e minerais críticos. Essas empresas poderão solicitar crédito tanto diretamente ao BNDES quanto por meio de bancos parceiros.

Outro grupo contemplado é o de empresas que exportam para países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Irã.


Para ter acesso aos recursos, será necessário comprovar impacto mínimo de 5% no faturamento bruto. “O critério mínimo é que o impacto represente 5% ou mais do faturamento bruto da empresa”, explicou Alckmin.

O período de análise varia conforme o caso. Para empresas afetadas pelo tarifaço, será considerado o intervalo entre julho de 2024 e julho de 2025. Já para exportadores ao Golfo Pérsico, o recorte vai de janeiro a dezembro de 2025. Fornecedores seguem os mesmos critérios aplicáveis aos exportadores.


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Condições de financiamento

O governo também detalhou as condições das linhas de crédito. Para operações diretas via BNDES, as taxas partem de 1,28% ao mês, podendo chegar a 0,94% em financiamentos para investimento. Empresas de menor porte terão taxas reduzidas, a partir de 1,17% ao mês.

Nos bancos parceiros, as taxas começam em 1,41% ao mês, com variações conforme o porte da empresa e a finalidade do crédito.

O prazo geral será de um ano de carência e até cinco anos para pagamento. No caso de investimentos, a carência pode chegar a quatro anos, com prazo total de até 20 anos para quitação.

“Queremos estimular principalmente os investimentos. A medida vai apoiar quem foi afetado pelo tarifaço”, afirmou o presidente em exercício.

Plano Brasil Soberano

O Plano Brasil Soberano foi instituído por meio da Medida Provisória n.º 1.309, de 13 de agosto de 2025, com o objetivo de apoiar exportadores brasileiros e seus fornecedores diante de barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

A iniciativa conta com o BNDES como principal operador das linhas emergenciais de crédito, voltadas à reestruturação financeira e manutenção das atividades das empresas impactadas.

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