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Governo Lula descarta entrar em aliança de Donald Trump sobre minerais críticos

Planalto rejeita bloco liderado pelos EUA e foca em acordos bilaterais, priorizando o processamento nacional de matérias-primas

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil rejeita a aliança de Donald Trump sobre minerais críticos, priorizando acordos bilaterais.
  • A intenção é processar a matéria-prima no Brasil em vez de apenas exportá-la.
  • Lula discutirá novos acordos na próxima viagem à Índia, onde o comércio entre os dois países já é recorde.
  • O governo busca tornar o Brasil um polo processador de minerais críticos, corrigindo erros do passado em relação ao valor agregado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo avalia que Trump tenta ditar o mercado global de minerais críticos sob regras dos EUA Ricardo Stuckert / PR- 06.02.2026

O Brasil descarta aderir à aliança dos Estados Unidos sobre minerais críticos proposta pelo presidente americano, Donald Trump. A prioridade é firmar acordos bilaterais com outros países, estabelecendo que o Brasil processe, e não só exporte, a matéria-prima para outras nações.

A reportagem apurou que o governo observa a iniciativa de Trump como uma forma de definir como será o comércio global de minerais críticos e terras raras a partir dos interesses americanos.


Na quarta-feira (4), Trump convidou uma série de países para formar um bloco comercial visando criar parcerias no setor de minerais críticos. Convidado, o Brasil enviou um diplomata de nível baixo para indicar que não deve participar da iniciativa da Casa Branca. A intenção foi ficar por dentro do assunto e acompanhar os discursos sobre o tema.

Enquanto os EUA tentam centralizar o comércio diante do monopólio chinês, os planos do presidente Lula seguem outra linha: o Brasil busca acordos bilaterais, tendo o processamento nacional de matérias-primas como condição.


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O tema deve ser levado por Lula às próximas reuniões bilaterais com líderes, como a viagem que o petista fará para a Índia no fim do mês.

Com os indianos, o governo brasileiro discute um acordo envolvendo minerais críticos. As conversas são preliminares e devem ser feitas até o desembarque do petista em Nova Délhi.


Na Índia, conforme apurou a reportagem, Lula também deve participar de uma cúpula de autoridades, que discutirão assuntos relacionados à inteligência artificial. O comércio entre Brasil e Índia alcançou um recorde em 2025, superando a cifra de R$ 15 bilhões.

O movimento de Trump sobre minerais críticos é semelhante à proposta da Casa Branca de criar um Conselho de Paz como solução para Gaza, mas que se mostrou uma alternativa às funções da ONU (Organização das Nações Unidas) para conflitos mundiais sob a presidência e poder de veto de Trump.


O governo brasileiro resiste a entrar na aliança militar, e Lula recomendou a Trump que ela se limite à questão palestina e que os líderes se engajem em promover reformas na ONU.

A reportagem apurou que o governo acredita que uma eventual negativa não deve prejudicar a boa relação entre Lula e Trump construída nos últimos meses.

Fim de sanções na pauta

A expectativa é de que Lula visite Trump em Washington no próximo mês. As prioridades do governo são discutir a cooperação bilateral em segurança pública e encerrar as sanções americanas contra autoridades e produtos nacionais que ainda são alvos do tarifaço de 50%. É esperado que a pauta inclua, também, a discussão sobre minerais críticos.

O Brasil possui a segunda maior reserva de minerais críticos do planeta, e o plano do governo Lula é transformar o país em um polo processador, e não apenas em um fornecedor global. Aliados do presidente observam que é preciso “corrigir erros do passado”, quando o território nacional não processava nem agregava valor aos minérios.

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