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Governo Lula diz que decisão dos Estados Unidos sobre PCC e CV pode afetar o Pix

Em nota, governo afirmou que medidas unilaterais podem atingir sistema financeiro e inovações nacionais

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro criticou a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como "Organizações Terroristas Estrangeiras".
  • A medida dos EUA pode afetar o sistema financeiro brasileiro e inovações como o Pix, segundo o governo Lula.
  • O Brasil reafirma seu compromisso em combater o PCC e o Comando Vermelho como prioridade do Estado.
  • O senador Flávio Bolsonaro pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que classificasse as facções criminosas brasileiras como terroristas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Executivo teme risco à soberania e consequências econômicas Ricardo Stuckert/PR - 29.05.2026

Após os Estados Unidos anunciarem que vão classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como “Organizações Terroristas Estrangeiras”, o governo brasileiro criticou a decisão e afirmou que a medida pode afetar o sistema financeiro nacional e inovações como o Pix.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida de pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, afirmou o governo brasileiro em nota.


O texto também enfatiza que o Brasil é uma nação soberana e que tem travado um combate permanente contra o PCC, o Comando Vermelho e demais facções e milícias que atuam no país. “Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.”

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Na última terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Aliados do parlamentar afirmaram que a viagem, realizada menos de um mês após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, teve como foco uma série de agendas políticas e reuniões de “alto nível”.


Após o encontro com o líder americano, o senador comentou que pediu a Trump que classificasse as facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

O governo Lula vinha tentando evitar a medida. O Executivo teme risco à soberania e consequências econômicas, de segurança e diplomáticas. Caso os norte-americanos avancem com a decisão, o enquadramento da situação mudaria a forma como as autoridades dos EUA podem agir contra essas facções.

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