Governo quer que Senado vote universidade indígena em abril: ‘Legado’, diz ministro
No mês do Dia dos Povos Indígenas, Eloy Terena defendeu que espera que senadores ‘se sensibilizem’ em aprovar a pauta
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Em entrevista ao Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (9), o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que espera a aprovação da Universidade Federal Indígena pelo Senado ainda neste mês e que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende deixar essa instituição como um “legado”.
“Um dos nossos legados, que queremos deixar, é a universidade indígena, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está pendente de votação no Senado. Estamos trabalhando para que nossos senadores se sensibilizem em aprovar esta pauta extremamente positiva, especialmente neste mês do Dia dos Povos Indígenas”, destacou Terena.
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Em abril do ano passado, o governo instituiu um grupo de trabalho para subsidiar a criação e a implementação de uma universidade indígena no país. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei para a criação da Unind (Universidade Federal Indígena), em Brasília, em fevereiro deste ano.
O texto, que deve ser votado ainda pelos senadores, garante que a instituição pode ser constituída de forma multicêntrica, com campi nas regiões do Brasil para atender às especificidades da presença dos povos indígenas no país.
“Será uma universidade gerida por indígenas, que vai valorizar os saberes indígenas. É um grupo de professores que têm condições de transitar entre esses saberes”, explicou o ministro, que destacou que a realidade dos povos originários é diferente do imaginário popular “colonial” e que as leis devem acompanhar as necessidades de cada parcela da população.
“Nós não somos pessoas que ficamos no passado. Nós estamos no presente. Hoje temos indígenas advogados, ministras, deputadas. Não é por estarmos ocupando essas posições que deixamos de ser indígenas”, defendeu.
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