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Hospital tomado, mortes e roubos: ucraniano no Brasil detalha guerra

Segundo encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, crianças foram mortas, hospitais tomados e ajuda humanitária saqueada

Brasília|Alan Rios, do R7, em Brasília

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Anatoliy Tkach, encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil
Anatoliy Tkach, encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil divulgação/Embaixada da Ucrânia

O encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, detalhou o cenário atual dos conflitos com a Rússia, nesta sexta-feira (18), em coletiva de imprensa em Brasília. Segundo Tkach, o país comandado por Vladimir Putin promove “crimes contra a humanidade”, como tomar hospitais, atacar crianças e roubar comboios com alimentos e medicações.

“Os militares russos tomaram um hospital, reuniram nele 400 civis e o utilizaram como posição militar, usando os civis como um escudo humano. Até o momento, de acordo com a Procuradoria-Geral da Ucrânia, foram mortas 109 crianças e outras 130 ficaram feridas. São crimes contra a humanidade”, definiu.


Ainda segundo o encarregado, foram mortos 2.356 civis, 4,9 milhões de pessoas foram deslocadas e 3 milhões de ucranianos tiveram que deixar o país e se instalar em nações vizinhas. “As perdas russas já somam 14.200 pessoas, entre mortos e feridos. Outros mil foram presos. A liderança russa, para esconder as perdas militares, está usando a censura na mídia”, acusou.

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Anatoliy Tkach ainda afirmou que o Exército de Putin adotou como estratégia na Ucrânia ações de autossuficiência de recursos. “Diante dos problemas logísticos, os soldados russos começaram a roubar da população civil e roubar os comboios humanitários”, disse.

Segundo ele, apesar de uma vantagem militar significativa, a Rússia não atingiu os objetivos militares. “Nenhuma das grandes cidades foi tomada, à exceção de Kherson, onde a Rússia tentou estabelecer uma falsa República popular, mas o governo da cidade e os moradores não apoiaram a intenção e estão saindo para os protestos contra a ocupação da cidade.”

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