Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Investigadores podem exigir novas provas para avançar com delação de Vorcaro

PF e PGR podem rejeitar proposta de delação ou pedir complementos caso considerem as informações insuficientes

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou proposta de delação premiada à Polícia Federal e à PGR.
  • Investigadores irão analisar a consistência das informações, podendo exigir complementos ou rejeitar a proposta.
  • Vorcaro precisa oferecer provas verificáveis e apresentará temas a serem abordados na delação, incluindo seu cunhado Fabiano Zettel.
  • A expectativa é que Vorcaro explique seu relacionamento com políticos e integrantes do Judiciário durante a negociação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Daniel Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília
Daniel Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília Reprodução/Esfera Brasil

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou nesta semana uma proposta de delação premiada aos investigadores da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A entrega da proposta marca uma nova etapa no processo de delação, mas ainda distante do desfecho. Com esse documento em mãos, os investigadores vão analisar a consistência e o ineditismo dos relatos apresentados pelo banqueiro. Com isso, será possível começar uma negociação concreta com os advogados sobre as condições de pena e devolução de recursos.


Caso os investigadores avaliem que o conteúdo apresentado é consistente, o processo segue em frente com a tomada de depoimentos de Vorcaro e, ao final, a assinatura do acordo de colaboração premiada. A PF e a PGR, porém, também podem rejeitar a proposta de delação ou pedir complementos sobre os relatos, caso considerem as informações insuficientes.

Veja Também

Os investigadores já avisaram à defesa desde o início do processo que a proposta de delação deveria apresentar novos elementos de prova, além daquelas já colhidas no celular do banqueiro, e indicar fatos novos.


Para que a delação seja consistente, Vorcaro precisa oferecer informações verdadeiras e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não bastará, nesse caso, fornecer apenas relatos genéricos.

Os advogados do dono do Banco Master já sinalizaram aos investigadores que conseguiram fechar um escopo considerado satisfatório para a proposta de delação e que o material está praticamente pronto, mas ainda não formalizaram a entrega do conteúdo. A proposta vai tramitar sob sigilo e deve ser entregue em conjunto às equipes da PF e da PGR.


‘Anexos’ do acordo

O documento feito pela defesa de Vorcaro contém uma lista de temas a serem abordados na delação premiada, os chamados “anexos” do acordo. Cada anexo corresponde a um assunto diferente, com a indicação de pessoas envolvidas nos fatos e meios de prova.

A expectativa é que a defesa de Vorcaro inclua como peça complementar do seu acordo uma delação do seu cunhado, Fabiano Zettel, apontado pelas investigações como o operador financeiro de pagamentos ilícitos.


Zettel já trocou sua equipe de defesa para prosseguir com uma delação, mas não buscou uma negociação independente, com o objetivo de oferecer os acordos em conjunto.

Vorcaro também deve pleitear no acordo uma proteção para outros dois familiares seus que são citados nas investigações: seu pai, Henrique, e sua irmã Natália.

Análise das provas

Como a investigação já obteve uma grande quantidade de provas sobre as suspeitas de crimes financeiros do Master e outros delitos de Vorcaro, o conteúdo oferecido na delação deve ser analisado de forma rígida pelos investigadores, com base nessas provas já existentes.

Há uma expectativa dos investigadores de que Vorcaro explique, na sua proposta de delação, seu relacionamento com políticos e com integrantes do Judiciário.

O banqueiro foi preso pela segunda vez no dia 4 de março. No dia 19 daquele mês, ele assinou um termo de confidencialidade para dar início à negociação de delação e foi transferido do presídio federal de segurança máxima para a Superintendência da PF em Brasília, com o objetivo de confeccionar o acordo em conjunto com seus defensores.

Esse processo durou cerca de 45 dias e foi feito por meio de visitas diárias da equipe de advogados do banqueiro. A defesa teve acesso à cópia da extração do telefone celular do banqueiro apreendido pela PF, o que foi uma das fontes de provas usadas para construir a proposta.

Enquanto Vorcaro confeccionava sua delação, a investigação da Compliance Zero também ganhou outro candidato a delator, o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa.

Preso em 16 de abril, Costa já manifestou interesse em colaborar, e a defesa pediu a transferência dele do Complexo Penitenciário da Papuda para outro estabelecimento no qual possa conversar com seus advogados para confeccionar a proposta de delação.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.