Itamaraty repudia declarações de secretário dos EUA: ‘Inaceitáveis e ofensivas’
Marco Rubio criticou a postura do governo brasileiro na mesa de negociação a respeito das sanções tarifárias
Brasília|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília
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O Itamaraty reagiu às declações de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, sobre o governo brasileiro. Na madrugada desta quinta-feira (16), o republicano acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não colaborar com as negociações e de colocar “seu próprio ego” à frente do bem-estar do povo brasileiro.
Nas redes sociais, o perfil do MRE (Ministério das Relações Exteriores) chamou de “inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros” as falas do secretário americano, e defendeu que o governo federal atuou com foco na defesa da soberania brasileira.
Leia abaixo o comunicado na íntegra.
“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros.
Além de usar falsas afirmações sobre o empenho brasileiro em negociar, o Secretário Marco Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o Chefe de Estado de um país amigo, que se empenhou pessoalmente pela abertura de canais de negociação em várias ocasiões.
O que Rubio chama de ego nada mais é do que a convicção inabalável do Presidente Lula na defesa da soberania brasileira e dos interesses das nossas empresas e de nossos trabalhadores."
Momentos após a confirmação das novas tarifas, Marco Rubio se pronunciou também em redes sociais a respeito da medida. No texto, ele acusou o governo brasileiro de atuar de má-fé na mesa de negociações.
“Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, disse o secretário.
A medida adotada pela Casa Branca passa a valer a partir da próxima quarta-feira (22) e estabelece uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de supostas práticas desleais, envolvendo o Pix, acesso a mercado e barreiras regulatórias.
Paralelamente, uma outra tarifa, de 12,5%, também foi proposta pelos EUA em razão de uma suposta falha do governo brasileiro no combate ao trabalho forçado.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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