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Justiça Militar começou a julgar 41 processos de assédio nas Forças Armadas neste ano

Na última década, 256 casos envolvendo Exército, Aeronáutica e Marinha foram iniciados

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça Militar iniciou o julgamento de 41 processos de assédio nas forças armadas em 2023.
  • Na última década, foram distribuições de 256 processos relacionados ao assédio, envolvendo Exército, Aeronáutica e Marinha.
  • O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de feminicídio e também enfrenta uma denúncia por assédio sexual.
  • A ministra Cármen Lúcia questiona a regalia dos militares, defendendo que crimes comuns devem ser julgados na justiça civil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casos de assédio julgados pelo STM chegam a 256 em dez anos Geovana Albuquerque/Agência Brasília - arquivo

A Justiça Militar começou a julgar neste ano pelo menos 41 processos envolvendo assédio nas Forças Armadas, segundo dados do painel de estatísticas do órgão levantados pelo R7 Planalto. Na última década, 256 processos sobre o tema foram distribuídos, envolvendo Exército, Aeronáutica e Marinha.

A questão vem à tona em meio à recente denúncia contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana.


Além da investigação pela morte da companheira, Neto agora é alvo de uma denúncia na corregedoria por assédio. Ele teria enviado uma série de mensagens a uma soldado subordinada, de 32 anos.

Em abril, a coluna revelou que o Superior Tribunal Militar foi responsável por julgar 53 casos de violência contra mulheres desde 2018.


Após os questionamentos sobre casos como esse ocorrerem entre os próprios pares, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu destinar o caso de feminicídio do qual o tenente-coronel é réu para a justiça comum.

As regalias aos militares foram questionadas pela ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia.


Conforme mostrado pela reportagem, a ministra avalia que crimes comuns devem ser julgados na esfera civil, sem as regalias dadas aos militares.

“Vivo agora uma outra luta, que é: julgamento feito quando se trata de feminicídio de alguém de uma força de segurança. A Justiça Militar resolveu que o julgamento é dela. Não, o julgamento é do juiz responsável pelo crime”, afirmou.


Cármen acrescentou que, quando o crime é cometido por forças da segurança, não é um coronel ou tenente o suspeito, mas sim “um homem matando uma mulher” e, por isso, o caso “tem que ser julgado desse jeito”, comentou na época sobre o caso do tenente-coronel.

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