‘Linchamento não é justiça’, diz Gilmar Mendes sobre morte de ciclista confundido com ladrão
Em uma publicação em sua conta no X, o ministro defendeu a devida responsabilização dos envolvidos na morte de Cláudio Landeiro
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes comentou, nesta sexta-feira (21), o caso do homem espancado até a morte no Rio de Janeiro após seguranças de uma rua em Copacabana o acusarem de furtar uma bicicleta.
“O linchamento não é justiça; é justiçamento, a face mais brutal da violência que grassa pela sociedade e cobra seu preço na vida de inocentes. Nada disso se tolera em um Estado de Direito”, escreveu o ministro em sua conta no X (antigo Twitter).
Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, saiu de casa com a bicicleta da irmã, na noite do dia 11, para ir de Botafogo até a Rua Belford Roxo. Já na Zona Sul da cidade, foi abordado por dois seguranças que o questionaram sobre a posse do veículo. A família de Cláudio relatou que o homem possuía um transtorno psicológico e, por isso, não conseguiu responder com clareza aos questionamentos de seus agressores. A vítima foi brutalmente golpeada na cabeça por nove minutos. Dois entregadores de aplicativo que estavam no local também participaram do crime.
Na publicação, Gilmar Mendes lamentou o ocorrido, afirmando que o caso retrata a violência em sua “forma mais cruel” e defendendo a responsabilização dos envolvidos.
“A apuração rigorosa e a punição dos responsáveis são o mínimo que devemos à memória de Cláudio e à sua família, a quem manifesto minha solidariedade. Cabe a todos nós impedir que esse tipo de violência se repita”, ressaltou.
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