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Lula defende autonomia da PF após operação contra Jaques Wagner

Após operação contra o senador petista, presidente evitou falar em mudanças na liderança do governo e reforçou apoio às investigações

Brasília|Caroline Aguiar e Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula afirma que a Polícia Federal tem autonomia para investigar, independentemente do alvo.
  • Senador Jaques Wagner é alvo da Operação Compliance Zero, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro.
  • Agentes apreenderam US$ 49 mil e relógios em um quarto de hotel em Brasília vinculado ao senador.
  • Bancada do PT no Senado defende Jaques Wagner e destaca a importância do devido processo legal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jaques Wagner foi alvo da PF em operação sobre suspeitas envolvendo o Banco Master Valter Campanato/Agência Brasil- 02.06.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (18) que a Polícia Federal tem autonomia para investigar e deve atuar sempre que houver indícios de irregularidades, independentemente de quem seja o alvo. A declaração ocorre após o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, ser colocado no centro da nona fase da Operação Compliance Zero.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, não há, neste momento, qualquer definição sobre uma eventual troca na liderança do governo no Senado.


A nova fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira para apurar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o extinto Banco Master.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam US$ 49 mil em espécie e relógios. O valor em dinheiro equivale a cerca de R$ 253 mil, considerando a cotação atual do dólar.


De acordo com fontes ligadas à investigação, o dinheiro e os objetos foram encontrados em um quarto de hotel em Brasília vinculado ao senador Jaques Wagner, apontado como um dos principais alvos da operação.

As diligências foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou buscas em endereços pessoais, residenciais e profissionais relacionados aos investigados. O gabinete do parlamentar no Senado, no entanto, foi excluído da decisão.


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Bancada petista reage

Em meio ao avanço das investigações, a bancada do PT no Senado divulgou uma nota em defesa de Jaques Wagner. No comunicado, os senadores reafirmaram confiança na trajetória pública do líder do governo.

“A bancada tem convicção de que o senador Jaques Wagner prestará todos os esclarecimentos necessários e demonstrará, ao longo das apurações, a correção de sua conduta diante dos fatos investigados”, diz o texto.


Os parlamentares também manifestaram apoio às investigações relacionadas ao Banco Master, destacando a necessidade de respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

“A sociedade brasileira tem o direito de conhecer a verdade: irregularidades ou crimes devem ser rigorosamente apurados, com a devida responsabilização de quem tenha cometido ilícitos”, completa a nota.

Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também saiu em defesa do petista. Ele afirmou que, embora todos possam ser investigados, é fundamental garantir o direito à presunção de inocência.

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