‘Todo mundo tem que ser inocente até que se prove o contrário’, diz Alcolumbre sobre Jaques Wagner
Senador e líder do governo foi alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (18), durante a nona fase da Operação Compliance Zero
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu o senador e líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), alvo da nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18).
A ação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e teve entre os alvos, além de Jaques Wagner, o empresário Augusto Lima — ex-sócio de Daniel Vorcaro e apontado como um dos principais operadores do esquema do Banco Master.
Segundo fontes ligadas à investigação, cerca de US$ 49 mil em espécie e relógios foram encontrados em um quarto de hotel em Brasília, endereço que consta entre os locais vinculados a Jaques Wagner.
“Nós precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado de um processo, e todos nesse país podem ser investigados. Todos podem ser ou ter, por parte do Judiciário, algum questionamento. E isso é normal no Estado Democrático de Direito. Mas todos também têm que ter a presunção da inocência“, afirmou Alcolumbre.
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O líder do Congresso prestou solidariedade ao colega e disse que a polarização tem feito o ódio prevalecer.
“Eu respeito o papel de todas as instituições da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da justiça brasileira. Mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado no Brasil, está errado com a história da democracia brasileira, porque todo mundo tem que ser inocente até que se prove o contrário”, completou.
Mandados em dois estados e no DF
A operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o extinto Banco Master.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
A PF afirma que Jaques Wagner recebeu voos gratuitos em aeronaves particulares, ingressos de alto valor para shows no exterior em troca de defender interesses do Banco Master em temas discutidos no Congresso.
O senador ainda teria ocultado a posse de um apartamento de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões. Durante as investigações, Wagner foi proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com os demais investigados e profissionais ligados ao empreendimento imobiliário.
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