Lula disse a Trump que não quer que Brasil seja ‘mero exportador’ de minerais críticos
Presidente defendeu que o Brasil agregue valor às terras raras e minerais críticos e preserve a soberania sobre os recursos naturais
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não quer que o Brasil seja apenas um “mero exportador” de minerais estratégicos e terras raras. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7), na embaixada do Brasil em Washington D.C., após cerca de três horas de encontro na Casa Branca, no qual o tema foi discutido.
“O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Nós não queremos repetir o que aconteceu com a prata na América Latina, com o ouro, o que aconteceu com o ouro durante mais de cem anos no Brasil sendo mandado para fora, como acontece com o minério de ferro. A gente manda muito minério para fora e poderia ter feito um processo de transformação interna que não fez”, declarou Lula.
O presidente destacou que as terras raras e os minerais críticos são estratégicos, principalmente para a indústria de defesa e tecnologia. Segundo ele, o Brasil está aberto a parcerias internacionais, mas pretende manter soberania sobre a exploração desses recursos.
“O que nós dissemos para os Estados Unidos é que nós não temos veto a nenhum país que queira participar com o Brasil. O Brasil tem obrigação de ter uma regulamentação em que seja soberano. O Brasil tem obrigação de compartilhar com quem queira participar conosco, sejam os Estados Unidos, a China, a Alemanha, a França, a Índia. O Brasil estará aberto a construir parcerias”, afirmou.
Lula também disse que o país pretende mudar a forma como lida com as terras raras e os minerais estratégicos. “Nós queremos que o Brasil seja o grande ganhador dessa riqueza que a natureza nos deu”, completou.
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Reunião
Lula chegou a Washington na quarta-feira (6), acompanhado de uma comitiva formada por seis autoridades. O encontro marcou a primeira vez em que Lula foi recebido por Trump no Salão Oval. Segundo fontes do governo brasileiro, o Palácio do Planalto pediu uma mudança no protocolo inicialmente previsto pela Casa Branca para que a conversa reservada entre os presidentes acontecesse antes da fala à imprensa. Após a reunião, os dois presidentes seguiram para um almoço reservado.
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