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Lula recebe presidentes eleitos do Legislativo e vai à abertura do ano judiciário nesta segunda

Petista deve debater prioridades do governo em 2025; Motta e Alcolumbre também devem ir ao evento no STF

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Lula parabenizou Motta e Alcolumbre pelas eleições José Cruz/Agência Brasil - 30.1.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na manhã desta segunda-feira (3) os novos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), eleitos no sábado (1º) para o biênio 2025-2027. A expectativa é que o petista debata com os parlamentares, no Palácio do Planalto, as prioridades do governo no Legislativo para 2025. De tarde, Lula deve ir à sessão de abertura do ano judiciário, no STF (Supremo Tribunal Federal).

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A participação de Motta e Alcolumbre no evento do STF também está prevista. Eles devem ficar ao lado do presidente da República na mesa de honra da cerimônia.

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Os novos condutores do Congresso Nacional foram cumprimentados por Lula depois da vitória. “Parabéns ao senador Davi Alcolumbre pelo novo mandato na Presidência do Senado e do Congresso Nacional. Um país cresce quando as instituições trabalham em harmonia. Caminharemos juntos na defesa da democracia e na construção de um Brasil mais desenvolvido e menos desigual, com oportunidades para todo o povo brasileiro”, escreveu o petista a Alcolumbre.

“Parabenizo o deputado Hugo Motta pela sua eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados. Estou certo de que avançaremos ainda mais nessa parceria exitosa entre Executivo e Legislativo, para a construção de um Brasil cada vez mais desenvolvido e mais justo, com responsabilidade fiscal, social e ambiental”, destacou Lula, em nota direcionada a Motta.

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Perfis

Aos 35 anos, o deputado Hugo Motta se tornou o mais jovem presidente da Câmara desde a redemocratização do país. Ele conseguiu 444 votos, de 513, mas mesmo com a votação expressiva, não barrou os 464 votos conquistados por Arthur Lira (PP-AL), em 2023.

Davi Alcolumbre, por sua vez, volta ao comando do Senado após quatro anos. Com 73 votos — de um total de 81 —, o senador conseguiu o maior apoio da Casa desde 2003, quando José Sarney (MDB-AP) contou com 76 senadores, mesmo número de Mauro Benevides (MDB-CE), em 1971.

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Evento do Judiciário

O STF volta do recesso nesta segunda-feira (3). Na sessão de abertura do ano judiciário, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, deve fazer um discurso. Além de Barroso, Lula, Alcolumbre e Motta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente do Conselho Nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti, devem sentar-se à mesa de honra.

O presidente do STF abre a sessão, o Hino Nacional é executado e Barroso faz um pronunciamento. Também estão previstas falas da PGR e da OAB — as demais autoridades também podem discursar, mas, geralmente, não pedem a palavra. A solenidade é encerrada após as falas. Os julgamentos no Plenário devem ser retomados na quarta-feira (5). Há três processos em pauta.

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Reforma ministerial e relação Executivo-Legislativo

Passadas as eleições do Congresso Nacional, Lula deve, em breve, bater o martelo sobre uma reforma ministerial. As candidaturas vencedoras receberam o aval do petista e tiveram apoio da base governista — o presidente chegou a exonerar 10 ministros na sexta (31) para garantir votos a Motta e Alcolumbre.

A avaliação do governo é de que a relação com o Congresso não deve ser alterada com as novas conduções. A expectativa do Executivo é manter o mesmo diálogo que tinha com o Legislativo sob os comandos de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apesar de momentos de embate, como as discordâncias sobre as emendas parlamentares e a derrubada a vetos do petista.

Mesmo com confiança na manutenção da cordialidade, Lula aguardou as eleições do Congresso para decidir sobre alterações na Esplanada dos Ministérios. Isso porque o governo quer garantir a aprovação de pautas centrais neste ano, como a isenção no imposto de renda para quem recebe até R$ 5.000 mensais e a regulação das redes sociais — tema polêmico que tende a gerar discussões entre governo e oposição.

Soma-se a isso o fato de o Centrão pressionar o Executivo por mais espaço — mesma razão que motivou a primeira reforma ministerial deste mandato de Lula, em 2023. As cobranças levaram o presidente a ceder os ministérios do Esporte e de Portos e Aeroportos para PP e Republicanos, respectivamente, em setembro daquele ano.


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