Mercadante rebate Flávio sobre críticas ao teor de etanol na gasolina: ‘Visão ultrapassada’
Presidente do BNDES afirmou que biocombustíveis são uma das bases da economia de baixo carbono e defendeu incentivos ao setor
Brasília|Do R7, em Brasília
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O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, classificou como uma “visão ultrapassada” as críticas feitas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o percentual da mistura obrigatória de etanol na gasolina comercializada no país.
Em nota divulgada neste sábado (22), Mercadante afirmou que o governo não está “trocando gasolina por etanol” para prejudicar o consumidor.
“Enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil e uma das bases da nova economia de baixo carbono”, disse Mercadante. “[O Brasil] está avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país”, completou.
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Em sua última live semanal no YouTube, na quinta-feira (20), Flávio criticou a quantidade de etanol na gasolina vendida no Brasil e disse que o tema será discutido em um eventual governo. “Pagou pela gasolina, vamos levar gasolina, né? Tem outras formas de a gente incentivar esse nosso grande segmento que é o etanol no Brasil, e a gente vai fazer isso durante o nosso governo”, anunciou.
Em julho, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou uma resolução que eleva temporariamente, de 30% para 32%, o percentual obrigatório da mistura de etanol anidro adicionado à gasolina comercializada em território nacional. A medida entrou em vigor em 1º de agosto e terá vigência de 180 dias, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.
O Ministério de Minas e Energia prevê que, com a atualização, o país deixará de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano.
Investimentos em biocombustíveis
De acordo com Mercadante, desde o início da atual gestão, o BNDES aprovou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o valor registrado no governo anterior, de R$ 4,4 bilhões. O presidente do BNDES afirmou ainda que, ao todo, existem 17 projetos para ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país.
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