Ministério pede investigação sobre preço do gás de cozinha e critica uso de guerra no Irã
Ministério de Minas e Energia aponta suspeita de abusos em leilões de GLP e cobra proteção ao consumidor
Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a avaliação de possíveis práticas abusivas na comercialização de GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, no mercado brasileiro. O pedido foi formalizado por meio de ofício enviado nesta quinta-feira (2).
A iniciativa ocorre após leilões de GLP realizados recentemente pela Petrobras, com ágio superior a 100% em relação aos preços normalmente praticados em contratos de fornecimento. A estatal teria comercializado cerca de 70 mil toneladas de GLP com preços superiores aos valores da tabela oficial da companhia.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez críticas à possibilidade de repasse de instabilidades internacionais ao mercado interno. Segundo ele, o cenário de tensão no Oriente Médio tem pressionado o preço do petróleo, mas não pode servir de justificativa para abusos.
“O mundo vive um momento de tensão no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo e exige nossa atenção. No Brasil, não vamos admitir que instabilidades externas sejam usadas como justificativa para práticas abusivas que prejudiquem o consumidor, especialmente quando se trata de um item essencial como o gás de cozinha”, afirmou.
O governo federal tem intensificado o monitoramento da cadeia de abastecimento de combustíveis, com o objetivo de aumentar a transparência na formação de preços e coibir práticas abusivas.
Como parte desse esforço, foi editada recentemente uma medida provisória para incluir novas infrações administrativas, como a prática de preços abusivos e a recusa no fornecimento de produtos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














