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Ministra critica licenciamento de Eduardo Bolsonaro: ‘Nova versão para os direitos humanos’

Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos, reforça importância da responsabilização e do direito à defesa após decisão do deputado

Brasília|Do R7, em Brasília

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Ministra Macaé Evaristo criticou a tentativa de 'picar a mula' de Eduardo Bolsonaro para evitar responder à Justiça Clarice Castro/MDHC - 18.03.2025

Após o anúncio do licenciamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Maria Evaristo dos Santos, destacou a necessidade de responsabilização e respeito ao Estado de Direito. Ela criticou o que ela chamou de tentativa de eximir-se da Justiça.

“Estão tentando criar uma nova versão para os direitos humanos, legitimando ataques à Constituição, ao Estado de Direito e à democracia. No Brasil, houve um ataque à democracia, e isso é crime previsto em lei”, afirmou Macaé.

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Segundo ela, durante conversa com jornalistas, todos têm direito à defesa, mas isso não significa fugir do país para evitar o devido processo legal.

A ministra ressaltou que o direito à Justiça e ao contraditório é garantido a todos, mas isso não significa fugir das responsabilidades.

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“O contraditório não permite que alguém se exima de responder perante a Justiça. É fundamental enfrentar os espaços legais para esclarecer se houve ou não a prática de crimes. A Justiça deve seguir seu curso”, disse.

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Eduardo quer ‘justas punições’ a Moraes

Eduardo Bolsonaro anunciou que vai se licenciar do mandato para se dedicar a buscar “justas punições” ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado afirmou que o magistrado estaria usando seu mandato como “ferramenta de chantagem” no que chamou de “regime de exceção”.

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“Abdico temporariamente do mandato, sem remuneração, para buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”, declarou Eduardo. Ele também mencionou preocupações com a possível prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que seu objetivo é “fazer justiça” e “anistiar os perseguidos” do governo anterior.

A ministra dos Direitos Humanos não fez referência direta ao caso, mas reforçou a importância de seguir os trâmites legais. “A história brasileira nos surpreende a cada momento. Estamos vivendo um desses períodos em que é essencial manter o respeito às instituições e ao processo democrático”, concluiu Macaé.

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