Ministro do Desenvolvimento detalha ações preventivas para impactos do Super El Niño
Wellington Dias falou com exclusividade à RECORD NEWS sobre os planos de enfrentamento às mudanças climáticas; ele ainda criticou os juros elevados no país
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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Ao mesmo tempo em que o Brasil sai do Mapa da Fome da ONU pela segunda vez neste século, a crise climática ameaça a segurança alimentar das famílias pelo país. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social ainda mostram que quase um em cada quatro brasileiros depende do Bolsa Família para colocar comida na mesa.
Em entrevista ao Link News desta quarta-feira (26), o ministro Wellington Dias detalha as ações que a pasta pretende implementar para contornar os desafios. Entre elas está o Painel El Niño 2026-2027, um grupo de trabalho que envolve ministérios, estados, municípios e cientistas no monitoramento do fenômeno climático.
Segundo Dias, o governo trabalha com o objetivo de promover ações humanitárias de forma preventiva, para mitigar os efeitos das chuvas intensas e das ondas de calor. Na região da Amazônia, o risco de redução nos níveis dos rios ameaça o abastecimento de populações ribeirinhas. “Só pelo meu ministério, 12 mil comunidades com sistema de água para aqueles que bebiam só da água do rio”, destaca.

O ministro também cita iniciativas para a região Nordeste. “Todo mundo tem que aprender a conviver com as mudanças climáticas. Tem plantas e animais que são mais resistentes. O caprino é resistente. Então estamos lá apoiando uma cooperativa de leite de cabra com inúmeros cooperados, inclusive com mecanismo de garantir e alcançar mercados maiores”, diz.
Dias também aborda o impacto dos juros altos na arrecadação dos brasileiros e defende que é necessário um olhar social e econômico para a questão. “Não é possível que a gente não olhe para isso. Eu estou no Ministério, mas também sou membro do Senado Federal.”
Se de um lado o Senado deu independência ao Banco Central, o ministro afirma que essa independência precisa ter sensibilidade com o futuro do país. Ainda assim, ele diz acreditar que o Brasil caminha para a estabilidade fiscal. “A gente tem tudo para, de 2027 em diante, ter um resultado ainda melhor”.
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