Misantropia: PF abre investigação preliminar sobre disparo de falso alerta emergencial
Polícia Federal vai apurar o que estaria por trás do aviso enviado a milhões de celulares brasileiros, na madrugada deste sábado (20)
Brasília|Natália MartinsOpens in new window e Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A PF (Polícia Federal) iniciou uma investigação preliminar sobre o disparo em massa de um alerta emergencial para celulares do Brasil. O caso ocorreu na madrugada deste sábado (20), com disparo de nove mensagens distintas pelo sistema Cell Broadcast, da Defesa Civil Nacional, e uma por SMS para milhões de brasileiros.
A suspeita é de que o ocorrido envolva a invasão de cibercriminosos ao sistema do órgão federal. Em coletiva de imprensa, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou que a situação compromete a confiança da população no sistema de avisos emergenciais.
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Mais cedo, o R7 apurou que a PF ainda não havia sido formalmente notificada sobre o caso, apesar de o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) comunicar que tinha acionado a corporação.
Por volta das 13h, porém, a Polícia Federal divulgou oficialmente que a apuração está em andamento. Os envolvidos na ação devem responder por três crimes, a princípio, cujas penas podem levar a cinco anos de reclusão.
Saiba quais são eles:
- Invasão de dispositivo informático – pena de 1 a 4 anos de prisão
- Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública – pena de 1 a 5 anos de prisão
- Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública — pena de 2 a 5 anos de prisão
Moradores de ao menos cinco capitais relataram ter ouvido o disparar dos alarmes, com mensagens de “alerta extremo” da Defesa Civil. Esse sistema foi criado para emitir avisos de emergência à população, em caso de desastres iminentes.
Todas as mensagens enviadas aos aparelhos envolvia a palavra “misantropia” ou variações dela. O termo, que ficou entre os mais pesquisados na internet após o ocorrido, faz referência ao comportamento de quem tem aversão ou ódio a pessoas.
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