Em evento em Jacareí (SP), Lula defende exportações da Avibras
Presidente esteve no interior paulista nesta sexta-feira para visitar uma fábrica da companhia, ligada à área de indústria aeroespacial
Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu as exportações feitas pela Avibras, durante visita à fábrica da empresa nesta sexta-feira (24). Localizada em Jacareí, no interior de São Paulo, a companhia da área de indústria aeroespacial teve as atividades retomadas em maio após recuperação judicial.
Segundo Lula, a indústria de defesa nacional foi responsável por uma exportação anual equivalente a R$ 600 milhões em 2022. No ano passado, esse montante chegou a R$ 3,7 bilhões. O petista se comprometeu a ampliar os esforços para que a empresa ajude o Brasil a seguir expandindo as exportações relacionadas ao setor bélico.
“As Forças Armadas, junto com o Ministério da Defesa, vão se preparar para fazer as encomendas necessárias. A gente vai ter que viajar para vender”, declarou. Ligada aos setores de defesa e espacial civil, a Avibras produz artefatos que incluem mísseis, foguetes, veículos especiais e lançadores espaciais civis.
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Tarifaço dos EUA
Se, por um lado, o petista enalteceu a produção nacional, por outro, silenciou acerca das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entraram em vigor nesta semana.
Na última quarta-feira (22), a gestão de Donald Trump começou a cobrar uma tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. No dia seguinte, entrou em vigor uma nova taxa, de 12,5%, sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Em resposta, Lula avalia usar a Lei de Reciprocidade como forma de pressionar o governo Trump. A medida, contudo, ainda está sendo avaliada pelo Executivo.
Críticas a Bolsonaro
Durante o evento, Lula também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que afirmava, em seu governo, que iria descobrir a “caixa preta do BNDES”, em referência a suspeitas de irregularidades no banco.
“A caixa preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada de inteligência. Não tinha inteligência. Depois de meter o pau no BNDES, investigar, se rendeu à competência do BNDES”, disparou.
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