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Moraes cobra defesa de Bolsonaro sobre qualificação de irmão de Michelle como cuidador

Advogados do ex-presidente pediram que Carlos Eduardo pudesse frequentar a residência do ex-presidente sem autorização prévia

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes solicita explicações sobre as qualificações de Carlos Eduardo, irmão de Michelle Bolsonaro.
  • A defesa de Bolsonaro busca permitir que Carlos Eduardo frequente sua residência sem autorização prévia do tribunal.
  • Moraes restringiu o convívio na casa a profissionais médicos e familiares diretos devido à prisão domiciliar do ex-presidente.
  • Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão por ações relacionadas à trama golpista e já recebeu alta hospitalar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes concedeu prisão domiciliar a Bolsonaro por 90 dias Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes mandou a defesa de Jair Bolsonaro explicar quais as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para ser cuidador do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar.

Na semana passada, os advogados pediram que o nome de Carlos Eduardo fosse incluído no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília, sem necessidade de autorização prévia do tribunal a cada visita.


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“A defesa apresentou o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres, sem qualquer indicação de sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o como irmão de criação da esposa do réu (filho de sua madrasta) e “pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos”, disse o ministro.

Moraes concedeu a prisão domiciliar por 90 dias no fim de março, após Bolsonaro ser internado com diagnóstico de broncopneumonia bilateral. A decisão restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa: a esposa Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino.


No pedido, a defesa argumentou que Michelle, Laura e Letícia têm compromissos profissionais e escolares que impedem a permanência integral ao lado do ex-presidente. Segundo o pedido, Carlos Eduardo já atuou como acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões e tem a confiança da família para a função.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que investigou a trama golpista. Ele recebeu alta hospitalar na última sexta-feira e cumpre as regras da prisão domiciliar desde então, entre as quais a proibição do uso de celular e do recebimento de visitas fora dos horários autorizados.

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