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Moraes rejeita pedido para adiar julgamento de Eduardo Bolsonaro por crime de coação

DPU havia questionado a sessão com apenas quatro ministros, mas relator disse que quórum é suficiente; julgamento será nesta terça

Brasília|Bruna Pauxis e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes rejeitou pedido da Defensoria Pública para adiar julgamento de Eduardo Bolsonaro.
  • Eduardo Bolsonaro é acusado de coação no curso do processo relacionado aos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
  • Defensoria alegou que colegiado não está completo, mas Moraes afirmou que quórum mínimo de três ministros está atendido.
  • STF aceitou denúncia sobre Eduardo Bolsonaro articular com equipe de Trump para promover medidas contra o Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defensoria Pública vai defender Eduardo Bolsonaro porque ele não designou advogados particulares Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados - Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou um pedido da DPU (Defensoria Pública da União) para adiar o julgamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Eduardo, que será julgado nesta terça-feira (16), é acusado de coação no curso do processo no âmbito das investigações sobre o 8 de Janeiro — ou seja, de ter agido para atrapalhar as apurações dos atos antidemocráticos. A DPU faz a defesa do parlamentar, que não designou advogados particulares para representá-lo.


Em sua petição, a Defensoria argumentou que o colegiado não estaria apto para julgar o deputado, uma vez que conta, atualmente, com apenas quatro dos cinco ministros previstos. Além do adiamento da sessão, o órgão solicitou a convocação de um ministro da Segunda Turma, seguindo o critério de antiguidade previsto no regimento interno, para completar o quórum previamente.

Ao indeferir o pedido, Moraes defendeu que devem estar presentes, no mínimo, três ministros na sessão. Sendo assim, o quórum exigido está “plenamente preenchido”, em estrita atenção à previsão regimental.


Leia Mais

Articulação nos EUA

Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da União) no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.

A investigação aponta que ele teria articulado com a equipe do presidente dos EUA, Donald Trump, para promover o tarifaço sobre produtos brasileiros, além da suspensão de vistos de integrantes do governo federal e de magistrados do STF. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.


A defesa do político tem reiterado que as acusações necessitam de fundamentação jurídica e aposta na absolvição.

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