‘Nossa irritação com ela era imensa’, diz presidente do PT sobre ministra Estela Aranha
Ministra do TSE não concedeu direito de resposta ao presidente Lula por fala em comício de Belém
2026|Do Estadão Conteúdo
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido ficou irritado com a ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por ela não conceder o direito de resposta que foi solicitado em relação à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o exame do toque. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (2), Silva afirmou que a ministra os impediu de “restabelecer a verdade”.
Durante comício em Belém, na segunda-feira (28), Lula criticou os homens que são resistentes a realizar exame de próstata para detectar câncer precocemente. Segundo o petista, “homem não gosta de tomar toque”, enquanto “mulher aprende a tomar toque desde pequena”.
Edinho Silva afirmou que a campanha pediu à Justiça Eleitoral que a fala do presidente não fosse “deturpada” e também que houvesse direito de resposta. Depois, na quinta-feira (30), a ministra Estela Aranha, do TSE, mandou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apagar das redes sociais uma postagem que distorceu a fala do presidente sobre saúde masculina. O direito de resposta, porém, segundo ele, não foi sequer analisado.
Na quinta-feira (1º), a ministra impediu a TV Globo de exibir o púlpito vazio de Lula no debate que posteriormente foi cancelado. A decisão, entretanto, provocou acusações dos adversários sobre um suposto favorecimento a Lula.
Diante disso, Edinho disse: “A mesma ministra que deu decisão favorável a nós não julgou esse nosso pedido, mas ninguém disse isso, ninguém enfatizou que ela não julgou algo que para nossa campanha era fundamental, que era restabelecer a verdade”, disse.
“Ontem [quinta-feira], inclusive, a nossa irritação com ela era imensa, porque ela nos impediu de restabelecer a verdade, que para nós foi grave. Se alguém mente, se alguém agride, tem que ter o direito de resposta”, disse. Para ele, se trata de um princípio da legislação eleitoral.
Sobre a fala de Lula, Edinho disse que ela foi deturpada. “Vocês sabem que ela foi deturpada, o presidente Lula utilizou um exemplo para que o homem cuide da sua saúde, dizendo que o machismo, a cultura machista do homem impede que ele, muitas vezes, procure um urologista, que é diferente da cultura da mulher, porque a menina já na adolescência ela vai no ginecologista”, disse.
A campanha de Lula disse que o presidente “obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem”.
“O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos. Por desespero diante dos resultados das últimas pesquisas e para tentar tirar o foco da série de denúncias sobre Flávio Bolsonaro, está em curso no campo bolsonarista uma tentativa de deturpar a declaração do Presidente”, afirmou, em nota.
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