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Motta critica aumento da máquina pública: ‘Não há justiça social com irresponsabilidade’

O presidente da Câmara dos Deputados afirmou que a atual situação do Brasil preocupa a todos

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Motta pede ao Supremo para rejeitar pedido de Nikolas para instalar CPI do INSS Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados - 05/06/2025

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou, neste sábado (7), o aumento da máquina pública no Brasil. Destacando que não se tratava de uma crítica ao atual governo ou aos anteriores, Motta explicou que a atual situação do Brasil preocupa a todos.

A declaração ocorre às vésperas de uma reunião com líderes partidários e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre alternativas ao decreto do governo federal, que aumenta a taxação em algumas modalidades do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A ação do governo foi criticada pelo Congresso Nacional, que planeja derrubar a medida. O Legislativo negocia também alternativas ao aumento do imposto.

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“Nossa economia é moderna, sólida, tem bases fortes e instituições consolidadas. Ainda assim, estamos carregando um fardo e estamos aprisionados pelos interesses de poucos em detrimento de muitos. Presos a um modelo de Estado que gasta muito, entrega pouco e cobra cada vez mais de quem produz. Temos uma máquina pública que engorda enquanto o cidadão emagrece. Isso não é justo, afirmou o presidente da Câmara durante evento do Esfera Brasil.

Para Motta, o modelo atual de Estado se tornou uma “grande costureira” que, a cada crise, faz um “novo remendo no cobertor”. “Só que esse fio está acabando. E, se nada for feito, essa costureira morre e leva o país junto. Temos um modelo fiscal que, ao invés de organizar o presente, transfere as angústias para o futuro. Isso não é apenas ineficiência, isso é injustiça. Porque a conta sempre cai no colo do mais fraco”, prosseguiu.

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O presidente da Câmara destacou que o cidadão comum “já apertou demais o cinto” e que, portanto, não é justo que o Estado continue expandindo. “É preciso dizer, com todas as letras, que não há justiça social com irresponsabilidade fiscal. Não há crescimento com improviso e não há futuro possível para um país que insiste em empurrar a conta a diante, esperando que ela se resolva por mágica ou discurso”, defendeu.

Conforme Motta, a boa política começa na elaboração do Orçamento do país, não na propaganda. Ele lembrou que a Câmara criou um grupo de trabalho para discutir uma reforma administrativa na máquina pública. O colegiado vai ter 45 dias para apresentar uma proposta.

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“Estamos colocando na mesa de discussão um corte nas isenções fiscais que, ao longo do tempo, foram dadas em nosso país. Isenções que chegam a um número não mais possível de suportar pelas contas”, disse.

Por fim, Motta afirmou que o Estado precisa “andar na velocidade da sociedade”, mas que, atualmente, “ele atrasa, trava e custa mais do que entrega”. “É hora de modernizar a nossa máquina pública. É hora de abandonar a lógica da acomodação e abraçar a lógica da transformação”, finalizou.

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