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Motta oficializa licença de Eduardo Bolsonaro e convoca suplente; saiba quem é

Missionário José Olímpio (PL-SP) deve assumir no lugar de Eduardo Bolsonaro

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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(Da esq. p/ a dir.) O deputado federal Eduardo Bolsonaro e Missionário José Olímpio (Da esq. p/ a dir.) Mario Agra/Câmara dos Deputados -14/08/2024 - Gustavo Lima/Câmara dos Deputados-27/08/2013

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou, nesta sexta-feira (21), a licença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por 122 dias. No mesmo ofício, Motta convocou o suplente Missionário José Olímpio (PL-SP) para assumir no lugar de Eduardo durante o período.

“Considere-se afastado, a partir de 20 de março de 2025, data consignada no laudo do Departamento de Atenção à Saúde, conforme comunicação feita à Câmara dos Deputados, em 20 de março de 2025, às 18h30. Convoque-se o respectivo suplente”, diz o documento.

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No portal da Câmara dos Deputados, aparece que, dos 122 dias, dois são de “Licença para Tratamento de Saúde” e 120 para “Tratar de Interesse Particular”. Há dois dias, contudo, o parlamentar usou as redes sociais para anunciar a licença para ficar nos Estados Unidos a fim de buscar as “justas punições” ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Em caso de afastamento, a regra prevê que os suplentes serão os candidatos mais bem votados do partido ou coligação. No caso de Eduardo, o primeiro suplente do PL em São Paulo seria o deputado Adilson Barroso, mas ele já está em exercício no lugar do secretário de Segurança do Estado, Guilherme Derrite.

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Assim, Olímpio assumirá no lugar de Eduardo. Em 2022, ele recebeu pouco mais 61,9 mil votos.

Entenda

Nas redes socais, Eduardo disse: “Abdico temporariamente [do mandato], para seguir bem representando esses milhões de irmãos de pátria. Irei me licenciar sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.

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No vídeo, ele afirma que Moraes está tentando usar seu mandato como “cabresto, ferramenta de chantagem e coação do regime de exceção”, sendo um instrumento para prendê-lo e impedi-lo de representar os interesses do país.

Eduardo informou que vai se dedicar integralmente a “fazer justiça” e “criar um ambiente para anistiar os reféns do 8 de Janeiro e demais perseguidos que fizeram parte do governo Bolsonaro”.

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Como confirmou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), Eduardo seria o nome indicado pelo partido para assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Ao anunciar a licença, Eduardo admitiu que o cargo “facilitava a abertura de portas internacionais”. “No entanto, essas portas já estão abertas. Agora, necessito de tempo e dedicação integral para seguir trabalhando e representando não só os paulistas, mas todos os brasileiros”.

O deputado sinalizou não ter sido proposital a volta aos Estados Unidos no mesmo dia em que o PT protocolou na PGR (Procuradoria-Geral da República) um pedido de retenção do passaporte dele.

Horas depois do anúncio da licença de Eduardo, contudo, Moraes arquivou a investigação após a PGR concluir que não existem indícios para criar uma apuração.

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