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'Nada mais, nada menos que a irracionalidade do ser humano', diz Lula sobre conflitos mundiais

Presidente brasileiro voltou a criticar a ONU e falou sobre discutir a governança global após o Brasil assumir a presidência do G20

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Lula volta a criticar Conselho de Segurança da ONU
Lula volta a criticar Conselho de Segurança da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (4) que os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia e entre Israel e o grupo terrorista Hamas são a "irracionalidade do ser humano" e ocorrem pela inércia da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Os conflitos que estão na Rússia e Ucrânia e os conflitos entre Israel e Faixa de Gaza não é nada mais, nada menos que a irracionalidade do ser humano. E isso tudo aconteceu porque a ONU não está cumprindo com o papel histórico para o qual ela foi criada. A ONU tem o Conselho de Segurança, de que fazem parte cinco países — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido —, e esses países deveriam zelar para manter a paz no mundo", disse Lula.


"Entretanto, são esses países que mais produzem armas, que mais vendem armas e fazem guerra. Sem passar pela decisão do Conselho de Segurança. E, quando alguma decisão importante passa e não interessa, têm o direito de veto. Por isso vamos discutir no G20 a necessidade da importância de discutir a governança global", acrescentou.

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As declarações foram dadas por Lula durante uma coletiva de imprensa em Berlim, na Alemanha, ao lado do chanceler alemão, Olaf Scholz.


Durante o mês de outubro, o Brasil presidiu de forma temporária o Conselho de Segurança da ONU. Instituído em 1948 para zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional, o órgão tem cinco membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Há ainda um grupo de dez membros não permanentes com mandato de dois anos. Atualmente, os dez países que ocupam essas vagas são: Brasil, Albânia, Equador, Emirados Árabes, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique e Suíça.

Durante o período em que esteve à frente do conselho, o Brasil não conseguiu aprovar uma resolução que propunha uma pausa humanitária no conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza, em razão de um voto contrário dos Estados Unidos. A ação dos americanos irritou o presidente brasileiro, que afirmou ser "radicalmente contra" o poder de veto, disse que o mecanismo "não é democrático" e citou "loucura" em um evento público recente.

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