‘Não precisa desmatar para produzir’, diz Marina Silva ao exaltar o agronegócio brasileiro
Após três anos à frente do Ministério do Meio Ambiente, ela deixa a pasta e reassume o cargo de deputada federal por São Paulo
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), falou sobre os desafios e conquistas à frente da pasta em entrevista exclusiva à RECORD NEWS. Após três anos, ela deixa o cargo para reassumir o mandato de deputada federal por São Paulo.
Durante o bate-papo, Marina destacou a importância da integração entre o agronegócio brasileiro e a preservação ambiental, em meio a um cenário de disputa eleitoral: “Eu posso te dizer que 99% do agronegócio brasileiro não precisa desmatar para produzir. Nós temos 1% que é barulhento, que faz a demolição das leis dentro do Congresso Nacional. Que acha que nós ainda estamos no início do século 20, que, para aumentar a produção, é preciso expandir de forma predatória a fronteira agrícola”.

Para a ex-ministra, “o Brasil tem lugar para o agronegócio sustentável, para a agricultura familiar, tem lugar para os indígenas, para os extrativistas, para os quilombolas. Esse é um país diversificado em todos os sentidos. E esse esforço de fazer com que a gente integre a economia e a ecologia numa mesma equação é o grande desafio do século 20″.
Ao comentar a exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas, Marina Silva expressou preocupação devido ao desconhecimento da bacia. “Para a exploração, você precisa de fazer o que nós chamamos de avaliação ambiental para a área sedimentar, que são os estudos com profundidade, para que as coisas sejam feitas considerando os graves problemas ambientais que poderão adivir daí”, afirma.
Ela explica que a decisão sobre a exploração é do Conselho Nacional de Política Energética, responsável por conduzir estudos sobre os possíveis impactos ambientais. “Durante esse período dessa prospecção, aí é o momento de você fazer a avaliação ambiental estratégica para a área sedimentar, [...] para que a gente tenha conhecimento da bacia, porque pode ter fortes impactos na biodiversidade na área de recursos pesqueiros, de recursos marinhos de um modo geral”, completa.
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