Nas redes, Alckmin vai ao supermercado e diz que o governo controlou a inflação
Candidato a vice rebate ofensiva da oposição sobre o custo de alimentos e destaca queda no valor de itens da cesta básica
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), encampou a discussão sobre a inflação dos preços dos alimentos, explorada pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
Em vídeo nas redes sociais, Alckmin vai ao supermercado e compara os preços dos alimentos no governo Lula com os praticados durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). “Eu sei que o preço dos alimentos ainda pesa no bolso de muita gente. Isso é real. Mas nosso adversário anda dizendo que os preços dispararam no governo Lula. Isso não é verdade”, ressaltou.
O vídeo de Alckmin é uma resposta à campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que vem utilizando a campanha de rádio e TV para explorar o poder de compra da população.
“No governo anterior, a inflação dos alimentos subiu 57%. No governo Lula foi 13,6%. Em alguns casos, conseguimos até a deflação, que é quando o produto fica mais barato do que era”, afirmou o vice-presidente. “Não voltamos ao preço de antes do governo Bolsonaro, mas controlamos a inflação e ajudamos a melhorar os preços no mercado”, acrescentou.
Alckmin cita como exemplo o preço do arroz que, segundo ele, acumulou alta de mais de 50% na gestão anterior, enquanto no governo Lula houve deflação de 2%. “Está mais barato do que estava quando assumimos o governo”, afirmou Alckmin.
Maior oferta de crédito
O vice-presidente citou medidas como a ampliação de crédito por meio do Plano Safra para produtos da cesta básica e os contratos de opção pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para compra antecipada de arroz como medidas de incentivo à produção e controle de preços.
Alckmin menciona ainda o óleo de soja — que, segundo ele, teve aumento de 174% no governo Bolsonaro e queda de 14% no mandato de Lula, além do feijão preto, da farinha de trigo e do açúcar. “Verdade com número na mão vale mais do que o discurso vazio. A comida subiu quatro vezes mais no governo Bolsonaro”, concluiu.
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