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Oposição a Celina Leão pede que Justiça torne inconstitucional lei para aporte no BRB

PT, PSB e PSOL argumentam que a Lei 7.914, sancionada em junho, é incompatível com o interesse público e viola uma série de normas

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Partidos de oposição à governadora Celina Leão pedem que a Justiça declare inconstitucional a lei que autoriza empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o BRB.
  • A ADI foi protocolada no TJDFT pelos diretórios regionais do PT, PSB e PSOL, com apoio da Rede Sustentabilidade e PDT.
  • Os partidos argumentam que a lei compromete as finanças do DF e viola leis por não ter estimativa de impacto orçamentário-financeiro.
  • O governo do DF deve congelar reajustes salariais e concursos públicos até quitar o empréstimo ou obter nota "A+" de Capag.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Celina Leão assinou lei que viabiliza um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao BRB Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília - Arquivo

Três partidos de oposição à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), pediram esta semana que a Justiça declare inconstitucional a lei distrital que viabiliza um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a capitalizar o BRB (Banco de Brasília) e suspenda cautelarmente os efeitos da legislação.

A ADI (ação direta de inconstitucionalidade) foi protocolada no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) pelos diretórios regionais do PT, PSB e PSOL na última quarta-feira (8). Os braços distritais da Rede Sustentabilidade e do PDT — que não têm representação na Câmara Legislativa do DF — também manifestaram apoio à ação.


No texto, os partidos argumentam que a Lei 7.914, sancionada em junho, é incompatível com o interesse público e viola uma série de normas ao oferecer garantias e contragarantias envolvendo receitas públicas sem estimativa de impacto orçamentário-financeiro e sem autorização legislativa adequada, comprometendo as finanças do DF por período prolongado.

“Trata-se, em síntese, de autorizar um cheque em branco lastreado no patrimônio público, com potencial de comprometer a continuidade de políticas públicas de saúde, educação, segurança e assistência social”, afirmam as siglas, destacando ainda as suspeitas envolvendo o Banco Master.


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A lei autoriza o governo do DF a contrair um empréstimo de R$ 6 6 bilhões com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para realizar um aporte no BRB. Um sindicato formado pelos maiores bancos do país ofereceria uma garantia ao fundo, tendo como contragarantia recursos do FPE e FPM, os fundos de participação dos estados e municípios.

O governo distrital, em contrapartida, deve congelar reajustes salariais, concursos públicos, a criação de despesas obrigatórias e a concessão de novos incentivos fiscais até quitar o empréstimo ou até obter nota “A+” de Capag (Capacidade de Pagamento), um indicador do Tesouro Nacional. Hoje, a nota do DF é “C”, bem distante do nível exigido.

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