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Pacientes protestam em frente ao Hospital Sarah

Eles reclamam que a ala de oncologia está sendo fechada e os pacientes estão sem o tratamento para câncer

Brasília|Jéssica Moura, do R7, em Brasília

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Um grupo de quase 30 pacientes atendidos na ala oncológica do Hospital Sarah protestaram, na manhã desta quarta-feira (25), contra a dispensa do atendimento especializado por parte do hospital. Eles reclamam que a unidade está sendo fechada, e que os pacientes ficariam sem o tratamento para câncer.

Grupo reclama do fechamento da ala oncológica e pede manutenção de tratamento de saúde
Grupo reclama do fechamento da ala oncológica e pede manutenção de tratamento de saúde

A enfermeira Ada Guimarães, 33 anos, faz tratamento para um câncer nos ossos há oito anos, e sofre de metástases. "Estão nos mandando para a fila da morte. Por que querem fechar? Ninguém explica. A única maneira de sermos ouvidos é nos manifestando. Queremos que tudo seja mantido, como a quimioteria e outros tratamentos. Precisamos do Sarah integralmente".


Os manifestantes empunhavam faixas pedindo a readmissão de pacientes no Sarah. Desde junho, pelo menos cinco foram desligados. Apesar de o Sarah ser um hospital privado, que se vale de recursos do governo federal, o deputado distrital Fábio Félix (Psol-DF), que acompanha a questão, relata que a secretaria de Saúde do Distrito Federal atuou no descredenciamento. Agora, ele vai se reunir com a diretora do Sarah para sustar o processo.

"A oncologia é um problema estrutural. É muito preocupante porque os pacientes graves não conseguem dar entrada na rede de saúde do DF", afirmou o parlamentar. "É um negócio dramático", diz Félix.


A diretora do Sarah, Lúcia Willadino Braga nega que a ala oncológica esteja sendo fechada. Ela explica que, no segundo andar, onde funciona a unidade, parte dos leitos foram destinados aos pacientes em reabilitação que tiveram sequelas da covid-19. "A gente não fechou nada, pelo contrário, a getne atendeu mais pacientes oncológicos do que no ano passado", frisou. 

Sobre os pacientes desligados, Lúcia Willadino ressaltou que essa decisão cabe ao neurocirurgião que cuida dos casos, e que essas determinações não passam pela direção. "Aqui não temos radioterapia. Se o tratamento chega nessa etapa, o médico encaminha para outro lugar. Mas se o médico entender que é caso de readmissão, não é problema readmitir", ponderou. Ela não descarta investigar os casos em que houve a dispensa dos pacientes oncológicos. 

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