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Zema diz que ‘não é preciso repetir eternamente’ caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Candidato à presidência ressalta a importância de avançar nas investigações

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, não pretende focar na relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro em sua campanha presidencial.
  • Zema mantém sua posição crítica sobre o caso, mas espera que as investigações avancem e os envolvidos apresentem explicações.
  • O ex-governador afirmou que, se pudesse, concederia indulto a Jair Bolsonaro, considerando o processo contra ele como politicamente motivado.
  • Zema destacou sua capacidade de atrair eleitores de diferentes campos ideológicos, citando o fenômeno "Luzema" como exemplo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Zema, com fones de ouvido fala para um microfone
Ex-governador de Minas Gerais fala sobre indulto a Jair Bolsonaro e suas alianças eleitorais Reprodução/YouTube MyNews

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (11), que não vai transformar a relação do senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, num tema recorrente durante a campanha eleitoral.

Zema afirmou que sua posição sobre o caso permanece a mesma e disse esperar que as apurações avancem e que todos os envolvidos apresentem explicações sobre suas relações com o empresário.

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“Continuo com a mesma posição de sempre. É impossível aplaudir quem fez negócios com um banqueiro bandido, o Vorcaro. Agora, não precisamos ficar repetindo eternamente a mesma história. Espero que as investigações avancem e que quem teve qualquer envolvimento explique muito. A minha luta continua contra os ministros do Supremo que utilizaram do cargo para poder enriquecer”, disse em entrevista ao canal MyNews, no YouTube.

Logo após o áudio com o pedido de dinheiro de Flávio a Vorcaro vir à tona, Zema gravou um vídeo dizendo que o conteúdo era “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”. Depois, o mineiro disse que o caso era “página virada”.

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Ainda na entrevista, em aceno ao eleitor bolsonarista, o ex-governador reafirmou que concederia indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), caso estivesse em posição de fazê-lo, por considerar que o processo contra o ex-presidente teve motivação política.

Zema também rejeitou a classificação dos atos de 8 de janeiro de 2023 como uma tentativa de golpe de Estado. Na entrevista, definiu os episódios como uma “baderna” e reiterou sua avaliação de que Bolsonaro deveria receber o benefício do indulto.

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Ao ser questionado sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro ser seu principal adversário na disputa presidencial, Zema evitou assumir essa leitura. O ex-governador recorreu ao desempenho que teve em Minas Gerais nas eleições de 2022 para sustentar que possui capacidade de atrair eleitores de diferentes campos ideológicos.

Zema citou o chamado fenômeno “Luzema”, expressão usada para descrever o eleitor que escolheu Lula para a Presidência e, simultaneamente, votou nele para o governo mineiro. Para o ex-governador, esse comportamento demonstra que sua candidatura pode alcançar um eleitorado além da direita tradicional.

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“Eu sou um político que tenho posições de direita, mas sou extremamente tolerante”, afirmou Zema, ao destacar sua disposição de dialogar com eleitores de centro e até mesmo com parte do eleitorado identificado com a esquerda.

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