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PF diz que houve injúria contra filho de Moraes em Roma, mas descarta indiciamento

O umulto envolveu a família do ministro do Supremo em 14 de julho, quando o ministro esteve no país europeu com familiares

Brasília|Gabriela Coelho, Do R7

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Confusão com Moraes aconteceu em 2023
Confusão com Moraes aconteceu em 2023 Reprodução

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um relatório no qual afirma que houve crime de injúria real cometido pelo empresário Roberto Mantovani contra o filho do ministro Alexandre de Moraes, no aeroporto internacional de Roma. O tumulto envolveu a família do ministro do Supremo em 14 de julho, quando o ministro esteve no país europeu com familiares para participar de uma palestra no Fórum Internacional de Direito, na Universidade de Siena. A PF, entretanto, descartou indiciamento. 

"Portanto, os elementos informativos obtidos atestam, de modo suficiente, a materialidade e autoria do crime de injúria real, cometido por Roberto Mantovani Filho em face de Alexandre barci de Moraes. Todavia, deixo de proceder ao indiciamento, em virtude da normativa que regulamenta as atividades de policia judiciária da Policia Federal, que veda o indiciamento por crime de menor potencial ofensivo", diz o delegado.


Segundo a PF, embora as filmagens do Aaeroporto mostrem que houve uma discussão entre os envolvidos, e que a interação teve início a partir da manifestação de uma mulher, "tais elementos, diante da falta de registros sonoros, e da impossibilidade de realizar leitura labial, são insuficientes para atestar a materialidade de crime de injúria. 

Para a PF, as imagens mostram que o empresário Roberto Mantovani "parece bater as costas de sua mão direita no rosto de Alexandre Barci", filho de Moraes.


"Entretanto, as imagens mostram com clareza o momento em que Roberto Mantovani se dirige de modo incisivo a Alexandre Barci de Moraes, e o atinge no rosto com a mão direita, causando o deslocamento dos óculos do atingido. Observa-se também que, logo após tal contato físico,

Alexandre revida, empurrando Roberto Mantovani com o braço esquerdo. Em seguida, um homem se coloca entre ambos, apartando o conflito, e Alexandre é conduzido para dentro da sala VIP por sua irmã", diz a PF. 


Relembre o caso

Alexandre de Moraes estava com a família na Itália, onde deu uma palestra na Universidade de Siena, no Fórum Internacional de Direito. Os brasileiros o encontraram no aeroporto e teriam hostilizado o ministro e sua família com xingamentos e ofensas, no dia 14 de julho. Um deles teria agredido fisicamente o filho de Moraes, Alexandre Barci. Moraes conduziu o TSE durante as eleições de 2022 e é relator dos inquéritos sobre os ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes.

Os três brasileiros foram abordados pela PF no desembarque no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Os suspeitos estão sendo processados pelo ministro. Segundo o Código Penal, os crimes praticados por brasileiros no exterior ficam sujeitos à lei brasileira.

Moraes, a mulher dele e os três filhos do casal depuseram à Polícia Federal no dia 24 de julho. No depoimento, o ministro reafirmou as ofensas que ele e a família supostamente receberam dos suspeitos e teria relatado uma agressão a um dos filhos.

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