Paraguai consulta o Brasil sobre retorno da Venezuela para o Mercosul
Venezuela está suspensa do bloco por descumprimento de normas; Assunção avalia convidar representantes de Caracas para cúpula
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O governo do Paraguai iniciou consultas de alto nível sobre uma possível reaproximação da Venezuela com o Mercosul.
De acordo com integrantes do Palácio do Planalto, o país sondou o governo brasileiro sobre a possibilidade de convidar representantes venezuelanos para participar da próxima cúpula do bloco, marcada para 30 de junho, no Paraguai.
A Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2016 por descumprimento de normas do bloco e, posteriormente, da cláusula democrática.
“O governo do Paraguai suscitou essa questão no mais alto nível possível”, afirmou um integrante do Planalto, acrescentando que existe “uma disposição do Brasil para trazer de volta a Venezuela à convivência regional”.
Segundo o relato, ainda não há definição sobre um eventual retorno formal da Venezuela ao Mercosul, mas o governo brasileiro vê com bons olhos a retomada do diálogo político regional.
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O integrante do governo afirmou ainda que a iniciativa teria partido da presidência paraguaia do Mercosul e poderia envolver inicialmente apenas a participação venezuelana em reuniões do bloco, sem reintegração imediata como membro pleno.
A análise é de que, no momento, não é possível ocorrer um retorno pleno da Venezuela ao bloco durante a cúpula em Assunção. “Mas você pode começar um diálogo de como fazer isso no médio prazo”, disse um interlocutor do Planalto.
Ele também indicou que o movimento do Paraguai ocorre em meio a uma percepção regional de enfraquecimento dos mecanismos de integração latino-americanos, como Unasul e Celac, e de fortalecimento relativo do Mercosul.
Segundo o interlocutor, se for realizada uma reunião na região sobre combate ao crime organizado, infraestrutura ou energia, “você faz isso no Mercosul”.
A avaliação no Executivo é de que temas de ordem prática, como segurança, infraestrutura e integração energética, têm aproximado governos de diferentes orientações ideológicas na América do Sul.
O integrante do Planalto citou ainda declarações recentes do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendendo maior aproximação com o bloco, além do interesse do Panamá em aprofundar relações com o Mercosul.
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