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PEC do estouro deve chegar ao Senado na próxima semana

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), autor da proposta, afirmou que vai protocolar o texto até terça-feira (29)

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI) deve protocolar PEC até terça (29)
Relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI) deve protocolar PEC até terça (29)

Sem consenso para ter garantida a aprovação e ainda em fase de construção, a proposta de emenda à Constituição (PEC) do estouro deve chegar ao Senado na próxima semana. Nesta quinta-feira (24), o autor da matéria e relator do Orçamento Federal de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou que vai protocolar o texto até a próxima terça-feira (29). 

A expectativa da equipe de transição era que a PEC já estivesse construída e amarrada nesta semana, para ser discutida e votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira. A demora ocorre pela necessidade de articulação com os demais parlamentares que não fazem parte da base aliada do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

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"Os dois grandes desafios que temos para que o país continue funcionando são a aprovação da PEC do Bolsa Família e o Orçamento do próximo ano. Para que possamos focar na elaboração do Orçamento de 2023, precisamos que a PEC seja aprovada no Senado e na Câmara até o dia 10 de dezembro", afirmou Castro. 

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O PT tem pressa para aprovar a PEC e admite que o tempo é um dificultador. Por isso, trabalha para afinar o texto com o objetivo de não encontrar muitas barreiras quando a tramitação começar. "Irei protocolar o texto da PEC para darmos celeridade à aprovação da matéria nas duas Casas e garantirmos a continuidade do pagamento dos R$ 600 do Bolsa Família e mais R$ 150 por criança de até 6 anos de idade", completou Castro. 

A ideia inicial do governo de transição era que a PEC contasse com todo o montante necessário para pagar o incremento do Auxílio Brasil. Os R$ 105 bilhões já previstos no Orçamento de 2023, para garantir R$ 405 do benefício, serviriam para bancar outras promessas de campanha, como o aumento real do salário mínimo, além de programas na área da saúde, educação e obras que não tiveram verba prevista para o próximo ano. 

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O estouro no teto de gastos seria permanente, ou duraria pelo menos pelos próximos quatro anos, de acordo com a proposta almejada pelo PT. No entanto, não há consenso para nada além de garantir o incremento do Auxílio Brasil apenas para 2023. 

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