Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

PF afirma que Bolsonaro cometeu crime ao associar vacinas à Aids

De acordo com a corporação, presidente leu textos com mentiras sobre a pandemia em transmissão pelas redes sociais 

Brasília|Renato Souza, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Presidente Jair Bolsonaro fala ao microfone durante evento oficial
Presidente Jair Bolsonaro fala ao microfone durante evento oficial

Polícia Federal afirma que o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu crime ao associar as vacinas contra a Covid-19 ao desenvolvimento da Aids. As declarações do chefe do Executivo federal foram feitas durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais e não têm base científica.

De acordo com a corporação, o presidente disseminou informações falsas, alegando se basear em relatórios do Reino Unido. Na transmissão, sem apresentar provas, Bolsonaro afirmou que as pessoas vacinadas contra o coronavírus estavam "desenvolvendo Aids muito mais rápido do que previsto".


As investigações mostram que o texto lido pelo presidente foi elaborado pelo ajudante de ordens Mauro Cid. "Jair Messias Bolsonaro, por sua vez, de forma direta, voluntária e consciente, disseminou as desinformações produzidas por Mauro Cid, em sua live semanal no dia 21 de outubro de 2021, causando verdadeiro potencial de provocar alarme junto aos espectadores, ao propagar a desinformação de que os 'totalmente vacinados contra a Covid-19' estariam 'desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida muito mais rápido que o previsto', e que essa informação teria sido extraída de 'relatórios do governo do Reino Unido'."

Segundo a investigação, Cid colheu as informações na internet, em reportagens e artigos, mas deturpou o conteúdo que leu e a partir daí produziu textos com informações falsas. As pesquisas, testes e a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19 revelam que as vacinas são seguras e produzem a resposta imunológica necessária, gerando proteção contra o vírus e salvando vidas.


O Brasil já vacinou mais de 150 milhões de pessoas sem registrar efeitos colaterais graves ou danos à população, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Relatório da Fundação Oswaldo Cruz publicado nesta quarta-feira (17) mostra que o país enfrenta a menor taxa de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde o começo da pandemia.

Não existe relação das vacinas contra a Covid com o desenvolvimento da Aids. No relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, a Polícia Federal pede a prorrogação das investigações. 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.