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PF aponta que Mendonça determinou investigações contra Moraes sem autorização específica

De acordo com os documentos obtidos pela corporação, a atuação de Mendonça ultrapassou os limites formais esperados

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Mais cedo, Moraes pediu que Mendonça seja investigado no inquérito das fake news Antonio Augusto/STF - 03.09.2026

Relatórios de inteligência elaborados pela Polícia Federal (PF) e enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal) revelam que o ministro André Mendonça determinou ações investigativas contra o ministro Alexandre de Moraes “sem autorização específica” e perante um juízo incompetente para tal.

O documento está dentro do inquérito das fake news. Mais cedo, Moraes pediu que Mendonça seja investigado no inquérito das fake news. Moraes diz que Mendonça atuou com “abuso de autoridade”.

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De acordo com os documentos obtidos pela corporação, a atuação de Mendonça ultrapassou os limites formais esperados.

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“É ato de investigação amplo, dirigido a pessoas determinadas, produzido sem autorização específica e perante juízo que, quanto a duas delas, não detém a competência”, aponta um trecho do relatório da PF.

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Em materiais apreendidos nas investigações que envolvem o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, segundo os registros da Polícia Federal, o ministro André Mendonça ordenou que os agentes identificassem pessoas detentoras de prerrogativa de foro no STF nos arquivos confiscados, exigindo o fornecimento da “íntegra de todas as mensagens e interações existentes que envolvam as mesmas pessoas”.

A ordem acabou revelando o envolvimento de figuras de peso da República. Nas análises feitas pela polícia, apareceram citações diretas aos nomes do próprio Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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A investigação da PF detalha ainda que, em reuniões presenciais com as equipes de investigação, Mendonça cobrou esclarecimentos de forma explícita.

O magistrado teria questionado “expressamente sobre o que constava” a respeito de Alexandre de Moraes nos dados extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro.

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Os relatórios pontuam que não se descarta a possibilidade de que informações sigilosas sobre o conteúdo tenham sido repassadas ao gabinete de fora dos autos formais e à revelia dos demais investigadores.

Em uma avaliação de risco técnico-jurídico sobre os desdobramentos das decisões, a corporação classificou como moderada a probabilidade de ocorrerem contestações ou nulidades futuras dos atos praticados em face de autoridades com foro especial, devido ao vício de competência.

No entanto, o impacto foi projetado como “muito alto”, com potencial risco de comprometer a validade de toda a apuração central.

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