‘Comprovar é outra história’, diz Ciro Nogueira sobre investigação da PF no caso Master
Senador foi alvo de mandado de busca e apreensão na semana passada e é investigado por suposta atuação em favor de Vorcaro
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Em um vídeo publicado nas mídias sociais, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas e ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), comentou sobre as investigações da PF (Polícia Federal) no caso Master, que tiveram o parlamentar entre os alvos na última semana.
“Acusações, todos os políticos em algum grau já sofreram, ainda mais o presidente de um grande partido, com muita influência, como é meu caso. Não serei o primeiro nem o último. Agora, comprovar é outra história”, afirmou o senador.
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Na última quinta-feira (7), a PF cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, na quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema financeiro supostamente comandado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A PF investiga Ciro Nogueira pela proximidade com o banqueiro e diante de benesses supostamente recebidas pelo senador para que encaminhasse no Congresso Nacional pautas de interesse do conglomerado Master.
“Passei por isso [ser alvo de investigação] outras vezes. Para acusar, a criatividade é infinita; na hora de comprovar, não conseguiram nem conseguirão. Sei que, até lá, o dano à minha honra foi causado, mas tenho a consciência tranquila”, completou o senador.
Investigações
A operação da PF na última semana ocorreu sob autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator dos processos que envolvem o escândalo do Master na Corte.
Em decisão, o magistrado detalhou que relatórios da PF apontaram para a existência de um “vínculo funcional estável” entre o senador e integrantes de núcleos diversos da organização envolvida nas supostas fraudes do banco. Além disso, Ciro Nogueira é apontado como sócio de Vorcaro em uma empresa.
As apurações policiais revelaram que Ciro Nogueira teria usado o mandato parlamentar em prol dos interesses de Vorcaro. Uma delas seria a proposta da Emenda nº 11 à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata da autonomia do BC (Banco Central).
O documento teria sido integralmente elaborado pela assessoria do Master e apresentado pelo senador como complemento ao texto final da PEC, o que favoreceria a instituição financeira privada.
Ainda segundo as apurações da PF, Ciro Nogueira recebia uma “mesada” de Vorcaro, que chegou a R$ 500 mil, e tinha acesso a um imóvel de elevado padrão do banqueiro, bem como a viagens internacionais, hospedagens de alto valor, restaurantes de luxo e voos privados.
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