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PF indicia Vorcaro, ex-presidente do BRB e outros 13 por fraudes do Banco Master

Investigados vão responder por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro em inquérito sobre a injeção de R$ 17 bi do BRB no Master

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, por fraudes bancárias.
  • Os indiciados são acusados de gestão fraudulenta, indução de investidores a erro, fraude à fiscalização bancária e lavagem de dinheiro.
  • O Banco Master simulava créditos consignados para contornar restrições de liquidez, resultando em transferências financeiras irregulares para o BRB.
  • Investigações revelaram que a maior parte dos ativos cedidos ao BRB não tinha comprovação de existência, e justificativas inconsistentes foram apresentadas aos questionamentos do Banco Central.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Daniel Vorcaro e demais alvos também vão responder por induzir investidores a erro Reprodução/Youtube/Esfera Brasil - Arquivo

A Polícia Federal formalizou no STF (Supremo Tribunal Federal) o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro (do Banco Master) e do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, além de outros investigados, no âmbito do inquérito que apura as irregularidades na injeção de cerca de R$ 17 bilhões do banco público no conglomerado privado.

Daniel Vorcaro e os demais indiciados devem responder pelos crimes de gestão fraudulenta, indução de investidores a erro, fraude à fiscalização bancária, integração em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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No documento, a polícia diz que, com o objetivo de contornar restrições de liquidez e exigências do CMN (Conselho Monetário Nacional), a gestão do Banco Master utilizou planilhas eletrônicas para simular a existência de créditos consignados.

Segundo a PF, foram registradas em sistemas internos carteiras de empréstimos sem respaldo em operações reais. Com base nesses dados, o banco emitia CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) sem a documentação comprobatória correspondente.

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Assim, tais títulos eram registrados na B3 e repassados ao BRB, resultando na transferência de recursos financeiros para a instituição privada.

A apuração apontou que a cúpula do BRB descumpriu normas internas e diretrizes de controle ao adquirir os referidos ativos. O banco público realizou as aquisições sem promover a auditoria e a checagem da existência física dos devedores ou dos contratos.

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Riscos ignorados

Além disso, segundo a PF, as compras de carteiras eram fatiadas em montantes de até R$ 750 milhões, mantendo a deliberação na esfera da Dicol (Diretoria Colegiada) e evitando a submissão ao Consad (Conselho de Administração).

De acordo com a corporação, a diretoria deu continuidade às aquisições mesmo diante de relatórios da área de riscos do BRB que indicavam escassez de liquidez e queda no Índice de Liquidez de Curto Prazo para níveis abaixo dos limites regulatórios.

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Diante de pendências operacionais em determinados lotes, a instituição aceitou a substituição dos papéis por novos pacotes de ativos de origem duvidosa, mantendo a exposição financeira do banco público até a intervenção do Banco Central.

Do total de R$ 17,5 bilhões em ativos cedidos ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025, a Polícia Federal identificou que pelo menos R$ 12,2 bilhões correspondiam a operações sem a devida comprovação de existência.

Justificativas inconsistentes

Por fim, a PF diz que, após questionamentos do Banco Central sobre a origem do volume expressivo de ativos, os investigados apresentaram justificativas inconsistentes. Inicialmente, atribuíram os créditos a duas associações de servidores públicos da Bahia (ASTEBA e ASSEBA).

Posteriormente, a origem foi redirecionada à empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A. Perícias técnicas demonstraram que a Tirreno atuava como empresa de fachada (“empresa de prateleira”), sem capacidade operacional, quadro funcional compatível ou movimentação financeira real, operando por meio de conta de repasse no próprio Banco Master.

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