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PF prende pai e filho por suspeita de venderem informações sigilosas do presidente do Supremo

Investigações apontam que conteúdos restritos eram disponibilizados para compra em site aberto para qualquer usuário

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília, e Natália Martins, da RECORD

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Operação apura venda online de dados sigilosos
Operação apura venda online de dados sigilosos Reprodução/PF

A Polícia Federal prendeu pai e filho suspeitos de invadir sistemas federais, lavar dinheiro e vazar dados de autoridades e pessoas públicas. As investigações apontam que as informações eram disponibilizadas em uma plataforma online de vendas e aberta para qualquer pessoa comprar. Conteúdos pessoais de milhares de pessoas – incluindo autoridades e figuras públicas – foram subtraídos e estavam disponíveis para consulta indiscriminada.

Segundo fontes da PF, uma das vítimas do esquema de coleta de dados ilícito foi o presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O ministro teve dados roubados de dentro do sistema federal, e o conteúdo chegou a ser acessado por diferentes usuários. 


A operação I-Fraude foi deflagrada na última quarta-feira (31), quando foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Na quinta-feira (1º) houve um desdobramento da ação, com três mandados de prisão preventiva. Pai e filho foram presos em Campinas (SP). Outro suspeito foi alvo da operação em Caruaru (PE). 

As apurações indicam que o grupo criminoso coletava dados pessoais e sigilosos de forma ilícita. Os envolvidos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, lavagem de bens ou valores e organização criminosa. As penas podem chegar a 23 anos de reclusão. 


'Balcão de vendas'

Os dados eram oferecidos em um painel de consulta por uma plataforma online. Existiam diversos "planos" de mensalidades, de acordo com o número de consultas realizadas. O dispositivo contava com aproximadamente 10 mil "assinantes", com uma média de 10 milhões de consultas mensais.

A PF identificou que havia membros de facções criminosas e integrantes das forças de segurança entre os suspeitos. Aos funcionários públicos, o serviço era oferecido de graça. "No entanto, o servidor precisava enviar, para comprovação de identidade, foto de sua carteira funcional. Dessa forma, os criminosos obtiveram cadastro, com foto, de milhares de servidores da segurança pública e também forneciam esses dados", detalhou a PF. 

A corporação alertou que "a utilização e comercialização de sistemas de pesquisa ilícitos cujos insumos são dados pessoais, ilicitamente obtidos, fomenta a indústria de intrusão em bancos de dados, em especial de órgãos públicos, incentivando a ação de grupos especializados nesse tipo de crime". 

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