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PGR recorre de decisão de Flávio Dino que acaba com aposentadoria compulsória como punição a juízes

Ministro do STF concedeu o prazo de 15 dias para manifestação das partes antes de analisar o recurso

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PGR recorreu da decisão do ministro Flávio Dino, que extinguiu a aposentadoria compulsória de juízes como punição.
  • Flávio Dino argumentou que a aposentadoria é um benefício previdenciário e não deve ser utilizada como sanção disciplinar.
  • O ministro afirmou que, em casos de infrações graves, a punição adequada deve ser a perda do cargo, que requer decisão judicial devido à vitaliciedade dos juízes.
  • As partes têm 15 dias para se manifestar, após os quais o processo retornará para análise do ministro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para Dino, em casos de infrações graves cometidas por juízes, a punição deve ser a perda do cargo Marcelo Camargo/Agência Brasil- 02.02.2026

A PGR (Procuradoria-Geral da República) recorreu da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que extinguiu a aposentadoria compulsória como forma de punição a magistrados.

Diante do recurso apresentado pelo MPF (Ministério Público Federal), o relator determinou, nesta segunda-feira (30), a abertura de prazo para que as partes se manifestem. Os envolvidos terão 15 dias para apresentar contrarrazões ao agravo regimental.


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No entendimento do ministro, apresentado em decisão anterior, a aposentadoria não pode ser utilizada como sanção disciplinar. Dino argumentou que o benefício tem caráter previdenciário e deve assegurar condições dignas ao trabalhador quando ele não puder mais exercer suas funções. “A aposentadoria é um benefício previdenciário que tem por finalidade garantir ao trabalhador condições dignas de vida”, frisou o ministro.

Para ele, em casos de infrações graves, a punição adequada deve ser a perda do cargo. No entanto, como juízes têm garantia de vitaliciedade, essa medida depende de decisão judicial.


Após esse período, com ou sem manifestações, o processo retornará para a análise do ministro.

A reportagem não teve acesso ao recurso da PGR porque o processo corre em segredo de Justiça.

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