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Polícia investiga se homem flagrado ao sequestrar menina de 12 anos era parte de rede de pedofilia

Segundo investigadores, materiais pornográficos foram encontrados no apartamento e vão passar por perícia

Brasília|Rafaela Soares, do R7, e Josiane Ricardo, da Record TV, em Brasília

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Homem faria parte de rede de pedofilia, diz PCDF
Homem faria parte de rede de pedofilia, diz PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal vai investigar se Daniel Moraes Bittar fazia parte de uma rede de pedofilia e se ele já tinha abusado de outras vítimas (veja vídeo abaixo). No apartamento do homem, de 42 anos, foram encontrados materiais pornográficos, que vão passar por perícia. O R7 tenta contato com a defesa de Bittar.

Segundo o delegado João Guilherme Medeiros, Daniel tinha outros sete registros criminais, inclusive por desacato e ameaça. O homem trabalhava em um banco do DF, e colegas de Bittar se dizem chocados com o crime e o descrevem como um homem "sem suspeita" (ouça declaração abaixo). A instituição financeira já encerrou o contrato com o suspeito.


Um exame do Instituto Médico-Legal mostrou que não houve conjunção carnal, mas o caso ainda será tratado como um possível estupro de vulnerável. A mãe da vítima demostrou alívio e disse que chegou a pensar que não encontraria a filha viva.

O crime

O delegado também afirmou que a dupla — Bittar e Gesielly Souza Vieira, presa por suspeita de agir com o servidor — tinha como alvo outra menina, mas o plano não deu certo. Segundo alunos da escola onde a vítima foi sequestrada, o carro foi visto circulando no local dias antes do crime.


A dupla deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (30). 

A vítima foi sequestrada ao sair da escola, no Parque Estrela d'Alva IV, no Jardim Ingá, no Entorno do DF, e levada ao apartamento do estuprador, na Asa Norte, em Brasília. Segundo a Polícia Civil, no local foram encontrados diversos materiais pornográficos. Os agentes teriam localizado a criança seminua na cama, com diversas escoriações pelo corpo e algemada pelos pés.

Material pornográfico encontrado na casa do acusado
Material pornográfico encontrado na casa do acusado Foto: Divulgação/ Polícia Civil do DF

No momento da prisão, Daniel Moraes disse: “Eu ainda não fiz nada com ela. Estávamos só conversando”. O suspeito afirmou ainda que havia raptado a menina em Goiás, mas não havia entorpecido a vítima. O caso passa a ser investigado pela 2ª Delegacia de Polícia, na Área Central de Brasília.

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