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JR ENTREVISTA: ‘Zerar a fila será inédito’, diz ministro da Previdência Social sobre INSS

Wolney Queiroz falou ainda que a meta é que o tempo de resposta não ultrapasse os 45 dias, conforme estipulado pelo TCU

JR Entrevista|Do R7, em Brasília

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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (5) é o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Ao jornalista Yuri Achcar, ele falou sobre a meta de zerar a fila de espera do INSS até o final deste ano, o ressarcimento bilionário a aposentados vítimas de fraudes e o posicionamento do governo contra novas reformas que endureçam as regras de acesso à aposentadoria.

Durante a conversa, o ministro destacou a redução drástica no estoque de pedidos, que caiu de 1,8 milhão em janeiro para cerca de 372 mil requerimentos atuais. A meta é que o tempo de resposta não ultrapasse os 45 dias, conforme estipulado pelo TCU.


Segundo Queiroz, a expectativa é de que a fila seja oficialmente zerada entre setembro e outubro. Ele classificou o INSS como um “gigante gentil”, ressaltando que o órgão concedeu cerca de 14 milhões de benefícios em 2025, mesmo com menos da metade da força de trabalho de anos anteriores.

Combate a fraudes

Um dos pontos centrais da entrevista foi a operação para devolver valores descontados indevidamente de aposentados por associações. O ministro informou que, após um esforço jurídico envolvendo o STF e o Congresso, foram ressarcidos R$ 3,2 bilhões para 4,8 milhões de segurados.


“O presidente Lula nos recomendou que não deixasse ninguém no prejuízo, que ninguém ficasse para trás”, afirmou Queiroz. O ministro acrescentou que a AGU (Advocacia-Geral da União) já bloqueou R$ 2,8 bilhões das entidades responsáveis pelas fraudes para repor os cofres públicos.

Impactos da ‘pejotização’ e desoneração

O ministro expressou forte preocupação com o fenômeno da “pejotização”, que teria gerado um rombo de R$ 60 bilhões entre 2022 e 2024. Para ele, essa prática retira a proteção social do trabalhador e corrói o sistema previdenciário.


Da mesma forma, defendeu a reoneração gradual da folha de pagamento, criticando as desonerações, que podem significar uma perda de R$ 2 trilhões em 70 anos. “Normalmente se fala em reforma, mas nunca se fala dessa desoneração. É uma forma muito cruel de tratar a previdência”, pontuou.

Posicionamento contra nova reforma

Ao ser questionado sobre uma nova reforma da Previdência, Wolney Queiroz foi enfático ao dizer que não apoia o aumento da idade mínima ou do tempo de contribuição. Ele criticou duramente pontos da reforma de 2019, especificamente sobre o cálculo de pensões, chamando-o de “criminoso” por reduzir drasticamente a renda de viúvas.


Para o ministro, o foco deve ser a educação previdenciária e a inclusão de MEI (Microempreendedores Individuais) e trabalhadores de aplicativo no sistema. “A previdência social não é para dar lucro, é para cumprir o caráter social. O lucro é justamente socorrer aqueles que precisam”, concluiu.

O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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