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‘Política virou negócio’, diz Lula ao criticar altos investimentos em campanhas eleitorais

Presidente discursou, nesta terça (31), durante reunião que marca a troca de ao menos 14 ministros do governo

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula critica altos investimentos em campanhas eleitorais, afirmando que o valor para eleger um deputado federal chega a R$ 50 milhões.
  • O presidente menciona que a política brasileira se tornou um negócio, com preços altos para cargos políticos.
  • No discurso, Lula confirmou Geraldo Alckmin como seu vice na campanha à presidência deste ano.
  • Ministros como Fernando Haddad e Rui Costa deixarão seus cargos para concorrer nas eleições, com expectativa de mais mudanças na equipe ministerial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os investimentos exorbitantes em campanhas eleitorais, durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31) em Brasília. “Outro dia alguém me dizia que um deputado federal não será eleito por menos de R$ 50 milhões. Se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, afirmou.

“E eu não canso de dizer que a política piorou muito. Hoje, ainda tem muita gente séria, tem muita gente que faz política com P maiúsculo, mas a verdade é que, em muitos casos, a política virou negócio. Quem está sendo candidato agora sabe o que eu estou falando, sabe que os cargos têm um preço muito alto”, lamentou Lula.


A imagem mostra Lula vestindo um terno escuro, camisa clara e gravata rosa estampada, segurando um microfone com a mão direita enquanto fala em um ambiente formal. Ao fundo, aparecem duas bandeiras: uma delas é a bandeira do Brasil, visível com as cores verde, amarelo e azul; a outra apresenta a bandeira da república, verde e amarela, com o brasão ao centro. As bandeiras estão posicionadas diante de um painel de madeira em tonalidade escura, que compõe o cenário oficial.
Ao menos 14 ministros devem sair do governo Lula nesta semana Reprodução/Record News - 31.03.2026

Em tom de crítica, o presidente brincou com a saída de alguns ministros de seu governo que não irão se candidatar às próximas eleições: “É engraçado, tem gente que vai sair porque gosta tanto da eleição que vai sair. É, é o fato. Então, fazer o quê? Um cara sai para não ser candidato, vai ficar só na espreita, zapeando para ver o que vai acontecer no mundo”.

Ao final de sua fala, Lula confirmou o nome de Geraldo Alckmin como seu vice na chapa para concorrer à reeleição no pleito deste ano. Assim como os demais ocupantes de cargos no Executivo, Alckmin precisará deixar o comando do MDICS (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) até este sábado (4), conforme determina o calendário eleitoral.


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Mudanças nos ministérios

Até o momento, está confirmado que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o cargo para concorrer ao governo de São Paulo. Também é certa a saída do chefe da Casa Civil, Rui Costa, que deve disputar o Senado pela Bahia.

A expectativa é de que outras mudanças ocorram nos próximos dias, à medida que se aproxima o prazo de desincompatibilização.


Um mapeamento anterior feito pelo próprio governo indicava que mais de 20 ministros eram cotados para deixar os cargos e participar da disputa, o que pode ampliar o alcance da reforma ministerial.

Quem permanece

  • O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve permanecer no cargo até o fim do mandato.
  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado à vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) e deve continuar chefiando a pasta até a sabatina no Senado.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve permanecer no cargo.
  • O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanece no cargo.

Saída confirmada com substituto definido

  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já deixou o governo e lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo. No lugar, assumiu Dario Carnevalli Durigan, ex-secretário-executivo.
  • O chefe da Casa Civil, Rui Costa, também se afastará do posto e concorrerá ao Senado pela Bahia. Assume a secretária-executiva Miriam Belchior.
  • O ministro da Educação, Camilo Santana, deve ser candidato ao Governo do Ceará e terá como substituto Leonardo Barchini.
  • A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, deixou o cargo para tentar se reeleger como deputada federal. No lugar, assume o secretário-executivo, Eloy Terena.

Saída confirmada sem substituto definido

  • O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
  • O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve tentar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.
  • A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou a candidatura para concorrer ao Senado por São Paulo.

Podem disputar

  • O ministro dos Transportes, Renan Filho, é cotado para disputar o Governo de Alagoas.
  • O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, é cotado para disputar o Senado pelo Amapá.
  • A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é cotada para uma disputa ao Senado.
  • O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve tentar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.
  • A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, avalia candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro.
  • A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve disputar o Senado pelo Paraná.

Podem disputar a Câmara dos Deputados

  • O ministro das Cidades, Jader Filho, deve concorrer a deputado federal pelo Pará.
  • O ministro da Pesca, André de Paula, pode disputar vaga na Câmara por Pernambuco.
  • O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, deve disputar a reeleição como deputado federal por São Paulo.
  • A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, deve buscar a reeleição como deputada federal.
  • O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, também é cotado para disputar vaga na Câmara por Pernambuco.
  • O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, planeja candidatura à reeleição para deputado.

Situações indefinidas

  • O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, avalia disputar um cargo eletivo em São Paulo.
  • O ministro do Esporte, André Fufuca, pode ser candidato ao Senado pelo Maranhão.
  • O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pode concorrer a um cargo por Minas Gerais.
  • O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, ainda está discutindo se sairá do cargo para fazer o marketing da campanha de reeleição de Lula.
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