Rejeição inédita de Messias devolve escolha a Lula e abre nova disputa por vaga no STF
Com 34 votos favoráveis, Messias não conseguiu a aprovação no plenário e se tornou o primeiro indicado barrado em 132 anos
Brasília|Do R7, em Brasília
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A rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Senado nesta quarta-feira (29) obriga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reiniciar o processo de escolha para a vaga aberta na Corte.
Com 34 votos favoráveis e 42 contrários, Messias não atingiu os 41 apoios necessários para aprovação no plenário e se tornou o primeiro indicado barrado pelo Senado para o Supremo desde 1894.
Diante do resultado, a Constituição permite que o presidente apresente um novo nome para avaliação dos senadores ou mantenha a cadeira vaga até uma futura indicação.
Escolhido por Lula em novembro de 2025, Messias aguardou 150 dias até ser sabatinado — o maior intervalo registrado entre a indicação e a análise de um nome entre os atuais ministros do STF.
Antes da votação em plenário, o advogado-geral foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) por 16 votos a 11, mas não consolidou apoio suficiente para confirmação final.
A rejeição interrompe uma tradição de mais de um século de aprovações presidenciais para o Supremo. Desde a República, o Senado havia barrado apenas cinco nomes, todos em 1894, durante o governo Floriano Peixoto.
Com o veto, o processo para preenchimento da vaga no STF retorna ao Palácio do Planalto, responsável por formalizar uma nova indicação que deverá passar novamente por sabatina na CCJ e votação no plenário do Senado.
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