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Prefeitos lançam pacto contra as drogas na contramão do STF

Documento apoia PEC para criminalizar a posse e o porte de qualquer tipo de droga e convoca apoio da sociedade

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Pacto quer criminalizar Marcha da Maconha
Pacto quer criminalizar Marcha da Maconha

Prefeitos de São Paulo lançaram um pacto nacional contra as drogas na contramão do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que tende à descriminalização do porte da maconha. O documento é contra a liberação do consumo de drogas e a favor da criminalização da Marcha da Maconha no Brasil. O texto é assinado pelo prefeito de Sorocaba (SP) e vice-presidente de Políticas Contra as Drogas, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Rodrigo Manga (Republicanos).

"Chega de drogas no Brasil. Vamos juntos ajudar nossos jovens a saírem das drogas. Somos a favor da vida e da família", disse o prefeito ao defender o pacto. Manga também pede apoio popular à proposta por meio de uma petição online.


A iniciativa conta com o apoio dos prefeitos Ricardo Nunes (São Paulo), Guti Costa (Guarulhos), Dário Saad (Campinas) e Rogério Lins (Osasco). O objetivo é expandir a adesão a outras prefeituras, inclusive fora de São Paulo. Manga pretende também visitar nos próximos dias a Câmara dos Deputados e o Senado, assembleias legislativas e governadores, buscando apoio à proposta.

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"Estamos certos de que também teremos igual apoio de governadores, deputados, senadores e vereadores, em todas as instâncias de governo, assim como o apoio fundamental da população, dizendo não ao uso de drogas no Brasil", disse.


Ainda não houve uma deliberação coletiva sobre a prevenção e uso de drogas na FNP. "O entendimento é que se trata de um assunto de saúde pública e que uma pactuação nacional depende de sustentação técnica compartilhada entre as áreas de saúde, educação, assistência social e segurança públicas", afirmou a assessoria de imprensa da Frente.

A proposta de Sorocaba precisa ser analisada nas instâncias de debates promovidas pela FNP, o que deve ocorrer nos dias 28 e 29 de novembro de 2023, quando haverá deliberação sobre diversos temas.


O que diz o pacto

O pacto vai na direção oposta à do STF. O placar da ação no Supremo sobre a legalidade do porte de drogas para consumo pessoal está em 5 a 1 pela descriminalização, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista.

Por outro lado, há uma consonância com o que pensa o Congresso ao propor a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê considerar crime o porte e a posse de substância entorpecente em qualquer quantidade. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse que a proposta foi construída a "várias mãos" e vem no sentido de "fazer prever na Constituição Federal uma política nacional, um sentido em relação às drogas que deve merecer a repreensão devida".

"A lei deverá considerar crime porte e posse de substância ilícita em qualquer quantidade. Essa é uma definição constitucional, política em relação à questão de drogas no país", afirmou Pacheco.

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