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Recado a Bolsonaro: Lula associa defesa da cloroquina a ‘crime contra a humanidade’

Presidente questionou a ausência de responsabilização judicial contra autoridades e médicos que defenderam tratamentos sem comprovação

Brasília|Armando Holanda, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula critica a atuação do governo Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.
  • Presidente questiona a falta de responsabilização judicial a médicos e autoridades que promoveram tratamentos sem comprovação.
  • Reforça a importância de lembrar os responsáveis pelos erros cometidos durante a crise sanitaria.
  • Critica a falta de busca por especialistas por parte de Bolsonaro em relação à saúde pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula criticou defesa de ministros do ex-presidente Bolsonaro por incentivo a cloroquina Ricardo Stuckert/PR - 24.04.2025

O presidente Lula criticou, nesta segunda-feira (11), a condução do governo de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19 e afirmou que os responsáveis pela disseminação de desinformação sobre a doença não podem “cair no esquecimento”. A declaração foi dada durante cerimônia que instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.

Em discurso, Lula questionou a ausência de responsabilização judicial contra autoridades e médicos que defenderam tratamentos sem comprovação científica durante a crise sanitária.


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“Eu sempre falava para o Padilha: por que as entidades médicas não abriram processo de crime contra a humanidade contra o presidente ou ministros da Saúde? Por que não pegaram a fala desses médicos pró-cloroquina e não abriram processo contra essa gente?”, afirmou.

Segundo o presidente, a preservação da memória sobre a pandemia depende da identificação dos responsáveis por erros cometidos durante a crise. “Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável”, declarou.


Lula também disse que evitou responsabilizar pessoalmente Bolsonaro durante o período mais crítico da pandemia, mas criticou o que classificou como “ignorância absoluta” demonstrada pelo então presidente em pronunciamentos públicos sobre a doença.

“Eu nunca pessoalmente acusei o ex-presidente. Eu partia do pressuposto que ele não podia entender nada, porque muitas vezes a fala dele na televisão era demonstração de ignorância absoluta sobre o assunto”, disse.


O presidente afirmou ainda que chefes de Estado não são obrigados a dominar todos os temas técnicos, mas ressaltou que Bolsonaro deveria ter recorrido a especialistas da área da saúde. “Ele tinha ao menos que ouvir quem sabe. Tinha que montar um comitê para ouvir os melhores profissionais da saúde”, afirmou.

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