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Refrigerantes, álcool e cigarros vão ficar mais caros com novo imposto em 2027

Imposto do pecado faz parte da reforma tributária, mas ainda não foi regulado; medida é defendida como benefício à saúde

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O "imposto do pecado" aumentará tributos sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente a partir de 2027, dependendo de regulamentação do Congresso Nacional.
  • Bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros e veículos poluentes serão alguns dos produtos afetados pelo aumento tributário, visando reduzir seu consumo.
  • O governo afirma que o objetivo é diminuir problemas de saúde pública, não aumentar a arrecadação, citando altos custos de saúde associados ao consumo de álcool e tabaco.
  • A reforma tributária inclui a simplificação da tributação com a substituição de cinco impostos pelo IVA, que será dividido entre níveis federal, estadual e municipal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo propõe aumentar imposto do cigarro para diminuir consumo e evitar riscos à saúde no país Marcelo Camargo/Agência Brasil

O imposto seletivo criado pela reforma tributária, que ficou conhecido como “imposto do pecado”, vai aumentar a tributação de produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente a partir de 2027, mas ainda depende de regulamentação do Congresso Nacional. Essa etapa precisa ser definida até dezembro para que a taxa entre em vigor.

A medida deve alcançar bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros, além de apostas esportivas e até veículos com alto nível de poluição. O aumento tributário é uma defesa do governo para diminuir o consumo desses tipos de produtos e serviços.


A alíquota do imposto a ser aplicada a cada item ainda está indefinida a seis meses da aplicação da taxa. O Palácio do Planalto precisa enviar ao Congresso Nacional uma proposta de regulamentação do novo tributo, que será posteriormente avaliada por deputados e senadores.

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Problemas à saúde

O governo tem reiterado que a intenção com o “imposto do pecado” não é aumentar a arrecadação, mas sim preservar a saúde das pessoas com a diminuição da venda de itens considerados nocivos.


Entre os argumentos utilizados pelo Ministério da Saúde está um levantamento da Fiocruz que evidencia o impacto do consumo de álcool no país. Segundo o estudo, em 2019 o uso da substância esteve associado a 105 mil mortes e gerou um custo estimado em R$ 18,8 bilhões.

Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) com atendimentos e internações, enquanto R$ 17,7 bilhões foram atribuídos a custos indiretos, como perda de produtividade decorrente de mortes prematuras, afastamentos do trabalho e aposentadorias precoces.


A pasta também considera os impactos econômicos de outros fatores de risco à saúde. As doenças relacionadas ao tabagismo, por exemplo, geram despesas superiores a R$ 153 bilhões por ano. Já o consumo de bebidas ultraprocessadas representa um custo estimado em quase R$ 3 bilhões anuais.

Reforma tributária

O imposto seletivo, criado pela reforma tributária para incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, passará a valer a partir de 2027.


Além disso, a reforma prevê uma ampla simplificação do sistema de arrecadação ao substituir cinco tributos pelo modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

O novo formato será composto pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado por estados e municípios.

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